<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649</id><updated>2011-04-21T11:01:33.354-07:00</updated><category term='parte 3'/><title type='text'>Delírios Nocturnos - A série</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-640270862317995328</id><published>2008-04-01T15:35:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T16:06:46.168-07:00</updated><title type='text'>HIATUS!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Calma, calma. Não gritem, não empurrem e não me batam.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, gente, eu gosto &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; mesmo de escrever o &lt;em&gt;Delírios Nocturnos&lt;/em&gt;, mas agora com as aulas, eu ando realmente sem tempo pra continuar. Só entro na net à noite, e ainda assim, por pouquíssimo tempo. Tenho treino de Handebol nas quartas e quintas, é época de trabalhos, depois vêm os testes e provas, aí fica realmente difícil. No caso dos finais de semana, eu geralmente saio às sextas-feiras, aos sábados tenho curso de &lt;em&gt;Web design&lt;/em&gt; desde as 13:00 até as 16:00, volto super cansada, e ainda tem que fazer os deveres do colégio. Lógico que dá pra ir escrevendo os capítulos aos poucos, mas eu prefiro por o blog em&lt;strong&gt; hiatus&lt;/strong&gt; e ir tentando escrever aos pouquinhos, porque aí quando eu for reativar, vou ter &lt;strong&gt;vários&lt;/strong&gt; capítulos prontos, e as &lt;strong&gt;atualizações&lt;/strong&gt; serão mais &lt;strong&gt;frequentes&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para quem chegou agora:&lt;/strong&gt; o Delírios Nocturnos é um conto sobre um grupo de jovens que se deparam com uma maldição, que eles não sabem ao certo qual é, e nem de onde veio. Elizabeth, Johnny (Ficzko), Dorothea, Katarina e Helena começam a ser aterrorizados por diversas vozes, gritos e muito sangue. As vozes disseram que &lt;em&gt;maldições não podem ser quebradas&lt;/em&gt;, mas eles viverão em uma luta contra o tempo para tentar reverter isso. Em meio à trama, surgem reviravoltas surpreendentes, amizades se desfazem, novos personagens aparecem... É um conto para ler de uma vez só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom pessoal, por enquanto é isso. Me desculpem mesmo, mas o Hiatus é inevitável, e é melhor deixar assim do que abandoná-los de vez, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Protestem &lt;/strong&gt;à vontade nos comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Um beijo,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Francieli Hess&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184416818963562626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="413" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R_K_oO3iQII/AAAAAAAAAck/rU5PWP3K2kI/s400/delirem.jpg" width="309" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-640270862317995328?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/640270862317995328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=640270862317995328' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/640270862317995328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/640270862317995328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/04/hiatus.html' title='HIATUS!'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R_K_oO3iQII/AAAAAAAAAck/rU5PWP3K2kI/s72-c/delirem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-7342566276308788135</id><published>2008-03-13T12:00:00.001-07:00</published><updated>2008-03-14T09:44:18.091-07:00</updated><title type='text'>Ressaca moral</title><content type='html'>&lt;p&gt;Elizabeth secou-se e parou diante do espelho. Observava-se com o rosto pálido, sozinha e transtornada. Sabia que se morresse agora, Thomas não se importaria. Enchugou as lágrimas, e sentou no chão, recostando-se na parede. Seu pulso parecia inchado. Embora o corte não tenha sido profundo, ardia um bocado. Sentia-se traída, apunhalada pelas costas. Por que isso? Logo Dorothea, por quem sempre tivera tanto carinho... Provavelmente se fosse alguma fanática religiosa, como era sua tia Norma, diria agora que Dorothy estava "possuída pelos poderes do maligno". Tal pensamento a fez rir, um riso triste e amargurado, mas um riso. Pensando bem, seria até melhor acreditar nisso do que aceitar a verdade. Nesse momento, seus familiares faziam falta. Que saudade dos almoços em família aos domingos! Quem sabe, se ela tivesse ficado com eles, nada disso teria acontecido. Se não tivesse sido tão teimosa e seguido os conselhos de sua mãe sobre voltar para casa após concluir o colegial, é bem provável que agora não estaria ali, chorando sozinha em um banheiro, com o pulso direito cortado. Droga! Tudo aquilo era uma simples suposição idiota, estava na hora de sair dali e encarar a realidade, por mais cruel que fosse.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Helena estava deitada em um sofá da sala-de-estar, quando Johnny chegou, abraçando-a.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- John? O que houve? - perguntou, assustada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Precisamos conversar. - começou ele, sentando no chão e olhando-a nos olhos. - Sabe, cheguei a conclusão de que nos últimos anos, me tornei tudo aquilo que tanto desprezo. Escondi dos meus amigos quando eu e você estávamos juntos, te troquei pela a Katarina por pressão do Thomas, despois a traí contigo. E quando descobri que você estava grávida, entenda, não sabia o que fazer, o aborto pareceu-me a solução mais viável parta nós dois, só que me arrependo tanto! Talvez não haja mais tempo, mas gostaria que você me perdoasse, pois quando esse inferno acabar, prometo lhe fazer a mulher mais feliz do mundo, porque eu te...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Helena, vamos, acorde! - era Johnny. Tudo não passara de um sonho, isso feriu-a.- Eu só vim avisar que a cama do quarto de hóspedes está arrumada, e trouxe esse edredon, para caso você queira esperar pela Beth aqui.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Obrigado, acho que vou esperar um pouco.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Você parece desapontada, aconteceu algo? - indagou Ficzko, com curiosidade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não, nada de importante, só um sonho que tive, e você o interrompeu.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Poxa, desculpa. Espero que não tenha sido um sonho ruim! Uma vez me disseram que os sonhos são a reprodução que nosso inconsciente dá aos nossos desejos. Talvez seria bom se pudéssemos torná-los reais- respondeu ele, enquanto ia saindo da sala.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Se você soubesse o quanto... - emendou Helen, suspirando.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Oi? Disse alguma coisa? - Ficzko virou-se para ela.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Nada não, estava pensando alto. Boa noite.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Enquando ouvia os passos dele subindo a escada, Helena chorava. Ventava forte lá fora, parecia que o vento compadecia-se com a sua situação. Ela não entendia como as coisas podiam estar sempre tão erradas! Amava-o há anos, e sempre soube que não era correspondida. O choro era invevitável, mas também inútil, então adormeceu.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;No andar de cima, Johny Stockler debatia-se na cama. Não conseguia pegar no sono, relembrando o passado. As vezes sentia pena de Helen. Percebia a forma como ela o olhava, e, de alguma forma, sabia que o amor platônico que ela nutria não havia acabado. Por vezes sentira ódio de si mesmo, não era justo tê-la enganado daquela forma, aproximando-se dela por uma aposta infantil, proposta por Thom. Continuaram juntos por um mês, pois a sintonia que tinham era tão perfeita, impossível de ser explicada. Mas não contara a ninguém, não poderia, afinal, tinha uma aparência a zelar, e ela estava longe de ser digna de acompanhar um "futuro músico de sucesso". Meses depois, em uma outra festa, pôde notar que Katarina não tirava os olhos de cima dele, jamais perderia uma oportunidade daquelas! Kat era tão linda... Entre as garotas da turma, só perdia mesmo para Elizabeth. Foi necessário apenas um empurrãozinho "thomasiano" para que Ficzko chegasse nela. Embora não houvesse amor da parte dele, ficaram juntos por bastante tempo, e só traiu-a por estar bêbado. Dormiu com Helena, e dois meses depois soube de sua gravidez. Quanta loucura! Ele não queria um filho. Se seus pais soubesem, iriam obrigá-lo a casar. Isto seria um disparate, afinal, ele tinha uma banda, um dia faria sucesso e teria milhares de belas fãs, um casamento só iria atrapalhar. A antiga forma de pensar fez com que Johnny risse: não tinha uma banda famosa, mas em compensação, também tinha um filho pirralho pra criar, e nem uma mulher para aturar. No fundo, ele não se considerava uma pessoa fria, mas, de fato, o era.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Elizabeth abriu a porta do banheiro. A casa permanecia no maior silêncio, e uma corrente de ar frio arrepiou-a. Notou que ao lado da porta haviam, no chão, uma roupa e um bilhete.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Outro bilhete! - exclamou impaciente, abaixando-se para pegá-lo. - O que será dessa vez? Alienígenas invadiram a terra? Chegou o dia do juízo final? Nada mais me espantaria...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ficou um tanto aliviada ao lê-lo, era de Ficzko:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177317750410082402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R9mHEDqEeGI/AAAAAAAAAbE/VHKUc_SUQ1E/s400/Untitled+2.jpg" border="0" /&gt;Ele realmente a conhecia! Porém, se soubesse apenas mais um pouco sobre ela, perceberia que o pedido fora inútil. Ela queria sentir a dor do corte, queria que a marca ficasse ali, lembrando-a de nunca mais apaixonar-se novamente. Ao passar pela sala, viu que Helena estava dormindo. Subiu as escadas sem fazer barulho, ainda envolvida na toalha e com a roupa em mãos. Ao entrar no quarto, vestiu-se e deitou na cama, o sono viera rapidamente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As 11:00 horas Helen acordou. Seu corpo doía, apesar da maciez do sofá, dormira de mal jeito. Não havia nenhum barulho vindo do andar superior, o que a fez constatar que os demais estavam dormindo. Andou até o quarto de hóspedes para buscar seus cigarros, parando antes no banheiro, para lavar o rosto, escovar os dentes e pentear os cabelos. Em seguida, já com seus cigarros seguiu para a cozinha, onde preparou um café bem forte, como acompanhamento. Fumou 5, um atrás do outro. O tabagismo só reforçava sua certeza de que morreria jovem.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Só agora pela manhã, não mais sob efeito do álcool, percebia a gravidade dos atos de sua irmã, na noite anterior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Vagabunda! - gritou, arrependendo-se em seguida, pois poderia despertar seus amigos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não sabia o que dizer à Beth, mal teria coragem de olhá-la nos olhos. Claro que não era a real culpada, mas a atitude da irmã a envergonhava profundamente. Esperava, ao menos, que Dorothea tivesse uma explicação no mínimo convincente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Do outro lado da cidade, em uma pequena sala, ao som de uma vitrola, Thomas e Dorothy conversavam. Não haviam dormido, pois chegaram demasiado tarde do castelo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Aqui está! - exclamou Thom, erguendo um disco, da forma que se ergue um troféu. - Veja só, uma raridade, e custou uma nota!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Você ainda está bêbado?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não, bebi pouquíssimo ontem a noite.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Melhor assim, pois o que tenho a dizer é sério. Olhe, duvido que depois de ontem minha irmã deixe-me voltar ao nosso apartamento, e se eu insistir, ela contará para minha mãe, que me levará para casa, tenho certeza. E se meu pai souber, vai ser o maior escândalo, jamais poderei por os pés em casa novamente. O que faço?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Ora, aprenda a andar com as mãos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Cale a boca, estúpido. Isso não tem a menor graça, esqueceu que eu estou nessa por sua culpa?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Minha culpa? Faz-me rir, Dorothea Künzendorff. - Thomas estava furioso, gritava o mais alto possível. - Por a caso te beijei à força? Vais dizer que te estuprei?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Você entendeu o que eu quis dizer. Preciso passar uns dias aqui com você, não vejo outra solução.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Talvez seja uma boa idéia... Você seria minha fixa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Fixa? Falas como se eu fosse uma prostituta!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- E não é?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Pare de bancar o ridículo! - exclamou, empurrando-o contra a pilha de discos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Pode passar alguns dias aqui, sim. Mas sou eu quem dita as regras, entendeu? E se você pretende se candidatar à minha namorada, pode esquecer. Não gosto de vagabundas como você, que traem a confiança da própria amiga.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R9mN7zqEeHI/AAAAAAAAAbM/15m75cGQRkc/s1600-h/vestido.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177325305257556082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" height="240" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R9mN7zqEeHI/AAAAAAAAAbM/15m75cGQRkc/s400/vestido.jpg" width="181" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sem hesitar, Dorothea, enfurecida, bateu com toda a sua força na face de Thomas, deixando uma marca sobre a pele branca. Ele ficou alguns segundos imóvel, sem reação, e em seguida deu-lhe um tapa certeiro no rosto, e jogou-a no sofá. Quem diria... Ela, que a pouco fora ousada à ponto de desafiá-lo, agora debatia-se contra ele, indefesa como uma criança. Tinha a mesma expressão facial de Elizabeth, quando brigavam. Tendo em mente a imagem de sua ex-namorada, envolveu Dorothy pela cintura, e beijou-a lentamente, abrindo os botões do seu provocante vestido vermelho...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-7342566276308788135?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/7342566276308788135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=7342566276308788135' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/7342566276308788135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/7342566276308788135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/03/ressaca-moral.html' title='Ressaca moral'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R9mHEDqEeGI/AAAAAAAAAbE/VHKUc_SUQ1E/s72-c/Untitled+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-8552516280740386656</id><published>2008-02-12T16:38:00.000-08:00</published><updated>2008-03-13T11:59:53.431-07:00</updated><title type='text'>Bilhetes, segredos &amp; reviravoltas.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Aquela sala de televisão era enorme, podia-se fazer uma festa ali. Não uma festa muito grande, pois aí seria exagero, mas uma festa entre amigos, entre 6 amigos. Era isso que eles foram durante anos, apesar de que antigamente (nos bons e velhos tempos) eram apenas 5. "Somos uma mão cheia, todos agimos juntos, e nos completamos assim.", era isso que diziam sobre aquela amizade. Estudaram juntos no colegial, e desde então não desgrudaram-se. Porém, as coisas começaram a mudar quando Elizabeth e Thomas começaram seu namoro, no último ano da Fillmore High School. Ciúmes excessivos e brigas estúpidas tornaram o clima pesado, e isto se estendeu por anos à fio. Seria insuportável continuarem naquela situação por mais muito tempo, sabiam disso, mas continuaram juntos. Ela o amava perdidamente, seria capaz de qualquer loucura por ele, e não era correspondida, não da forma esperada. Anos após, Katarina e Johnny começaram a namorar, o que afastou ainda mais o círculo de amigos, pois sobrava apenas Helena, que ficava de lado em tudo que faziam juntos. Quando os namoros iam acabando, chegou Dorothea, era uma menina alegre, e sempre dava um jeito de animar todos, porém ainda continuavam afastados. Só que agora era diferente, sabiam que precisavam unir-se mais do que nunca, e que eram apenas 5. Ao que constava, Thomas estaria fora dessa. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mais uma tarde passada na casa de Johnny, e o tempo corria rapidamente. Não sabiam se aquilo era bom ou ruim, pois ao mesmo tempo que temiam o que poderia acontecer à noite, queriam que ela passasse logo. Eram seis da tarde quando Thomas foi embora, passaria mais tarde para buscá-los de carro, já que o carro de Johnny estava na oficina. Enquanto o dono da casa tomava banho no banheiro de seu quarto, Helena tomava banho no banheiro social, e Dorothea no quarto dos pais de Ficzko. Katarina e Elizabeth separavam as roupas que iriam vestir, quando surgiu o assunto, puxado por Katarina:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Beth, você percebeu a forma que Thomas te olhava hoje? &lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;- Percebi sim, mas prefiro não ficar me iludindo com isso, sabe. Eu não sei mais se ele é o melhor pra mim.&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Acho que entendo, afinal, vocês namoraram anos, e brigaram demais. Mas se ele quisesse voltar? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Não sei, não faço questão de pensar sobre tal assunto. E você, pretende ficar com quem hoje à noite? - dizia Elizabeth, deitada na cama, com o olhar distante.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Preciso te contar uma coisa. - Katarina deitou-se ao lado da amiga. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Conte-me, ora. &lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Ficzko me falou que tem um amigo dele de olho em mim. Lembra do Max?&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Max... Aquele que era vocalista da primeira banda dos meninos, a Bloody Mary?! - exclamou Beth, sentando-se. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Sim, esse mesmo! Aí eu tava pensando, quem sabe role algo hoje. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Então boa sorte amiga, porque ele é tudo de bom! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- É um desses que eu mereço!&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E as duas rolaram na cama, rindo. Por um momento, esqueceram que a noite logo chegaria, e com ela, os problemas. Ouviram passos no corredor, era Ficzko:&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Meninas, podem ir pro banho. A Helena também já está pronta. Preciso me vestir, com licença?&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Tem toda, querido. - disse Beth, saindo.&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;Ao cruzarem a porta, Katarina olhou para trás, e viu Johnny despido, de costas. Rindo, exclamou:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Que bundinha hein?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Cala a boca Katarina! - gritou ele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Cara, você é muito tarada! - disse Elizabeth, surpresa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Só um pouquinho! Tome banho lá embaixo, vou esperar ele se vestir e vou usar aquele banheiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;As irmãs Künzendorff vestiam-se no quarto dos pais de Ficzko. Helena vestia uma blusa preta, uma calça jeans justa e um cinto, nos pés, tênis all star. Tentava arrumar seus cabelos de alguma forma, mas não conseguia. Sua maquiagem era bastante escura, aumentava os cílios com muito rímel, utilizava sombra preta, e batom da mesma cor. Dorothea usava um vestido vermelho, de tecido sintético, grudado ao corpo; meia arrastão e uma bota de plataforma. Sua não havia passado sombra, apenas marcado o contorno dos olhos com um delineador, e pintado-os com lápis preto. Nos lábios, um batom vermelho. Ela era bonita: magra, olhos verdes, cabelo louro e comprido, incrivelmente liso. Não compreendia como a irmã era sempre tão desajeitada! Olhando-a, falou:&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;div align="left"&gt;- Porque você não se arruma melhor, Helen? Poxa, essa roupa tá tão simples.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- E o que você quer que eu faça? Eu vou assim, dane-se se não gosta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Quanto mau humor! Só queria ajudar, mas já que é assim, tudo bem. Vou para a sala ver se as meninas já estão prontas.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Na sala, encontrou Ficzko, e sentou para assistir televisão com ele. Estava bonito, com uma camiseta cinza de aparência desbotada, calça jeans preta e all star. Sabia da paixão que Helen nutria por aquele homem, era compreensível, ele era o sonho de consumo de qualquer uma. Além de bonito, sempre fora simpático, isso contava muitos pontos à seu favor. Logo Katarina e Elizabeth juntaram-se a eles. Ele não pôde conter o elogio:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Nossa, vocês estão lindas!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;E de fato, estavam mesmo. Beth vestia uma saia longa, com uma fenda na lateral, um corpete preto tomara-que-caia, de tecido sintético e um tamanco preto de plataforma. Já Katarina usava um vestido preto decotado, com uma fenda nas costas e calçava uma bota de plataforma preta. Deslumbrantes, qualquer homem descreveria-as assim. &lt;p&gt;Meia hora depois a campainha tocou: era Thomas. Seguiram para a festa, o local era afastado da cidade. Eram ruínas de um castelo, que há muito tempo atrás pertenceu à uma família bastante rica daquela região, e até hoje ninguém sabe porquê abandonaram o lugar. Helena não falou nada o caminho inteiro, permanecia cabisbaixa, e às vezes observava Ficzko, com o canto do olho. Elizabeth percebeu isso, e sentiu-se quase que na obrigação de ajudar sua amiga. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Quando chegaram no castelo, cada um seguiu para um lado: Johnny avistou uma antiga "quase-namorada", e desceu com ela ao porão. Thomas foi logo conversar com Max, levando Katarina e Dorothea consigo. Quando ficaram sozinhas em um canto, Beth não demorou a perguntar:&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- O que houve Helen? Percebi o quanto você esteve calada durante o caminho. É algo sobre ele? - falou, apontando discretamente para Johnny, parado em frente à escada que conduzia ao porão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Sim, é. Me sentiria mal em contar, é algo vergonhoso. - cabisbaixa, olhava para os lados, desviando o olhar da amiga.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Mas você se sentiria melhor desabafando, sabes que pode confiar em mim, não sabes? &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Você não entenderia, ninguém entenderia. - falou ela, quase em um sussurro, e acendeu um baseado (necessitava daquilo, era apenas pra aliviar.)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Está certo, é você que decide, não insistirei. Vou ali ver o que Katarina quer, ela está me chamando, depois eu volto. - seguiu até Kat, desviando das muitas pessoas que estavam ali, aquele era um local bastante usado pelos jovens para fazer suas festas. Logo conseguiu chegar junto à ela.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Beeeeeeth! Amiga, o Max quer ficar comigo! Você acredita nisso? - disse Katarina, ofegante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;- Mas o que você está fazendo aqui então? Vá com ele!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Sim, eu sei, é que agora ele está preparando uns drinks e... - foram interrompidas por Ficzko, que chegou à elas com os olhos arregalados, estava espantado, como se tivesse visto assombração.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Ficzko? O que houve? - perguntou Elizabeth, já assustada apenas com a expressão do amigo. - Eles voltaram?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Eu estava no porão, esperando a Grace, mas ela não vinha, então vi uma escrivaninha, algumas caixas e abri a primeira. Encontrei isto. - estendeu à elas um papel, de aparência muito antiga, já corroído pelo tempo. Esticaram-no e leram o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168880661119080802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7uNk0xjmWI/AAAAAAAAATM/eZ86iISe55w/s320/bilhete.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(clique para ampliar)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- E ela morreu. Por isso a família abandonou o castelo, eles devem ter visto algo. É realmente uma maldição, não pode ser quebrada! - Beth largou a carta, deixando-a cair. - Precisamos ir embora daqui, eu nao posso ficar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ficzko juntou o papel do chão, e saiu atrás de Elizabeth, que corria em direção à porta. Katarina estava paralisada, mil e uma idéias embaralhavam-se em sua mente, começou então a chorar. Max viu-a de longe, então caminhou até ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Um lenço? - ofereceu, e não obteve resposta. Viu que a situação não era simples, abraçou-a, enquanto ouvia seu desabafo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Eu não quero morrer, ela disse assim. E ela morreu, eu também morri, mas não era eu, agora serei. &lt;p&gt;  &lt;div align="left"&gt;Aquelas palavras, balbuciadas naquela situação não faziam o menor sentido, não para ele, Max Huppes. Pensou que Katarina estivesse drogada, guiou-a até um quarto, na parte superior das ruínas do castelo. Não era bem um quarto, era uma sala cuja porta poderia ser trancada por dentro, e era usado para finalidades triviais nas festas. Afinal, na manhã seguinte, apostaria como ela não iria lembrar-se de nada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;  &lt;div align="left"&gt;No jardim, Elizabeth estava sentada no chão, em um lugar um pouco afastado do castelo, quando Johnny chegou. Ele estava chorando, abraçaram-se por longos minutos, procurando palavras que acalmassem os nervos, mas palavra nenhuma descreveria o misto de sensações que sentiam no momento.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;- É perigoso ficarmos aqui fora, Beth, além do mais, está muito frio.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Também é perigoso ficarmos lá dentro, eu... Eu não quero morrer! Foi isso que ela disse, Ficzko. - dizia ela, com os olhos perdidos no vazio daquela paisagem mórbida que os cercava. - Porém, ela morreu, todos sempre morrem e essa maldição, não tem um final. Veja, agora sabemos de dois casos parecidos, em anos completamente diferentes!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Eu sei, mas nós precisamos juntar os fatos, descobrir se há realmente alguma ligação entre isso tudo! Eu te prometo que amanhã mesmo nós iremos à biblioteca, pesquisaremos nos jornais para saber se há ou não mais casos sobre esse. Confie em mim!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Confio, mas tenho muito medo. E se tudo isso for verdade? Nós também morreremos? - buscava nele alguma resposta que a fizesse ter forças para continuar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Um dia, todos nós morreremos, mas lhe garanto que não será agora. Vamos entrar você está gelada! &lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;- Precisamos encontrar Helen, eu a deixei sozinha, e ela não está bem.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- O que ela tem, Beth? - ele demonstrava preocupação, mas Elizabeth não conseguia saber se era verdade, ou se ele apenas fingia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Esqueça, é segredo, não posso falar nada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Acho que entendo. Vamos para dentro, então? &lt;p&gt;- Sim, sim. - ia levantando-se, quando... - Espera, eu tive uma... sensação ruim. Não sei se quero entrar, Ficzko.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;- Ora, isso é bobagem. Vamos entrar, veja, lá na porta: Dorothea e Helena. Vamos contar a elas o que houve.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Seguiram até a entrada. Enquanto ele contava às meninas sobre o ocorrido, Elizabeth decidiu entrar para procurar Katarina. Depois que leu aquela carta, saiu correndo e não viu mais a amiga. Já havia se distanciado da porta, quando alguém segurou seu ombro. Sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha, mas quando virou-se, era apenas um garoto da festa, que estendeu-lhe um bilhete e saiu. Ela desenrolou o papel e leu-o.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168750244437137714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7sW9kxjmTI/AAAAAAAAAS0/v-uDSp6ho5w/s400/bilhete+thomas+cap%C3%ADtulo+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(clique para ampliar)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Estava surpresa! Aquela era realmente a letra dele, reconhecia-a de bilhetes e cartas de outrora. Indecisa, não sabia se descia ou não ao porão. Poderia ser uma bincadeira de mal gosto. Mas se não fosse? Decidiu arriscar. Iria descer e ver o que ele tinha para lhe dizer. Atravessou o enorme salão e viu-se frente a frente com a escada, que descia em forma de caracol até o subsolo, onde ficaria o local do encontro. Desceu sem pressa. Lá embaixo, ficava uma espécie de antiga biblioteca, com estantes empilhadas de quinquilharias e livros demasiado antigos.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Elizabeth? - ouviu a voz que vinha do meio daquele emaranhado de livros. - Estou aqui, cadê você?&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Logo encontrou-o, escorado em uma estante.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Estou aqui, o que você quer?&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Dizer que ainda te amo. Olha, eu sei que tenho sido estúpido demais durante esse tempo todo, mas eu sempre tive medo de te perder, Beth. Quando nós terminamos, há poucos dias, você não sabe o quanto eu me senti mal, não tinha coragem de sair de casa, enfrentar o mundo sem você. Me perdoa? - foi aproximando-se dela, e, lentamente, beijou-a.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Aquele beijo veio como um susto para ela. Jamais esperaria isto dele! Logo ele, tão insensível, desculpando-se de forma tão sincera. Teve o ímpeto de abrir os olhos, e quando abriu-os, teve vontade de gritar: não era mais Thomas, mas sim, aquele homem do Lord Sodomy.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Cuidado, Elizabeth. Talvez eu possa mesmo ler os seus pensamentos, minha querida. Você não tem saída, irá morrer. - disse ele, friamente.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Ela empurrou-o contra uma estante que estava atrás deles, e com a força do impacto, vários livros caíram sobre sua cabeça, cortando-a.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Eu te odeio, odeio você! Morra, some da minha frente, porque você não vai embora? Pare de me torturar assim, retire essa maldição, eu te odeio! - gritava descontrolada, enquanto lágrimas escorriam sobre sua face branca e maquiada. Ia encolhendo-se no chão, como criança desprotegida, acabou fechando os olhos. Abriu-os quando ouviu a voz de Thomas, enfurecido.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Sua retardada! Porque você fez isso Elizabeth? Você é doente!&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Perdão, perdão Thomas! É que não era você, era... Era ele, me ajuda, por favor! - agarrava-se nas pernas dele, tentando levantar do chão.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Olhe bem pra esse sangue, por que daqui pra frente, ele escorrerá de seus olhos. Você vai pagar muito caro por isso. - jogou-a naquele piso frio, indefesa, e caminhou até a escada. Não demorou muito para que ele sumisse, avançando os degrais com pressa.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Elizabeth tentava recompor-se, mas era impossível. Aqueles malditos fantasmas! Estavam em todos os lugares, será que nunca iriam deixar-lhe em paz? Ouviu seu nome sendo chamado, levandou-se correndo, na esperança de que Thomas tivesse mudado de idéia, mas eram apenas Helena e Ficzko.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- O que houve aqui? Vimos Thom subindo as escadas, e ele estava sangrando! Vocês brigaram? - indagava Johnny, enquanto Helena abraçava a amiga, que estava desesperada.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Aquele homem, aquele do bar. Ele esteve aqui, primeiro era Thomas me pedindo desculpa e me beijando, mas quando abri meus olhos, já não era mais ele, e sim um fantasma. Ele disse que eu vou morrer! - dizia Elizabeth, chorando compulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Precisa tentar se acalmar, vai dar tudo certo. Nós estamos aqui agora, e juntos somos fortes, nada irá nos matar. - Helen tentava consolá-la, embora estivesse tão assustada quanto ela. Permaneceram algum tempo ali.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Acho que podemos ir embora, vocês não acham? - Johnny olhou no relógio de pulso: 05:58 am.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Sim, eu me sentiria muito melhor em casa, por favor, vamos. - dizia Beth.&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Tudo bem, vou lá em cima chamar os outros. Vocês vem comigo?&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não. Prefiro esperar aqui, depois você nos chama, fica comigo Helen? Por favor. - o tom suplicante de Elizabeth fez com que a amiga concordasse com a cabeça, então Johnny subiu, deixando-as a sós. &lt;p align="left"&gt;- Sei que essa não é a hora certa, - começou Helena, hesitante. - mas preciso te contar algo. Preciso desabafar com alguém, pois isto corrói-me por dentro. &lt;p align="left"&gt;- Pode falar, acho que já estou menos abalada.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Há um ano atrás, eu abortei um filho do Johnny. - desabafou ela.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Como assim? Você me disse que vocês ficaram há anos, e ano passado, ele e Kat namoravam!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- É, foi por isso que eu abortei, olha, você nao vai me entender. Ele traiu ela comigo, Beth. Nós passamos a noite juntos, quando descobri que estava grávida, fui direto contar para ele, e ele não hesitou: mandou-me abortar.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Porque você fez isso? Se tivesse contado a verdade para Katarina, ela terminaria com ele, e você poderia ter tido seu filho!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- As coisas não são tão simples assim. Eu nao tinha condições psicológicas pra criar uma criança, você sabe disso. Mas não pense que eu não me arrependo disso. Relembro desse fato todas as noites, minha cabeça fica pesada no travesseiro. Na época, pensei que seria o melhor a fazer, será que... - foram interrompidas por John, que as chamava do alto da escada. Subiram até ele, sem trocarem sequer uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Nós vamos de carro com o Max, ele e a Katarina estão nos esperando lá fora. Venham. - foi dirigindo-se à porta, puxando Elizabeth pelo braço.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- E Dorothea, onde está? - perguntou Helena, preocupada, não via há irmã há horas. - Não vai conosco?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Deixem-na, ela se vira. Venham. - continuou puxando Elizabeth, que revoltou-se, se desvencilhando dele.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Espere! - começou ela. - Que diabo de história mais mal contada é essa? Porquê vamos com Max? E Thomas, ficou tão zangado comigo que foi embora? Com quem Dorothea está?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Max está com pressa, nós... Precisamos ir. Eu explico tudo no caminho. - respondeu ele, visivelmente preocupado.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Mas o que está havendo? Eu não saio daqui até que... - antes de completar a frase, virou-se e viu algo que machucou-a profundamente: lá no canto, Thomas e Dorothea estavam agarrados, aos beijos. - Acho que entendi tudo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Puta que pariu, mas o que diabos a Dorothea tá fazendo ali? - exclamou Helena, revoltada.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Outra hora nós descobrimos, é melhor irmos atrás de Elizabeth, sabe deus o que ela pode fazer! Vamos. - então ambos seguiram atrás dela, que já chegava na porta. Alcançaram-na fora do castelo, Helena segurou-a pelo ombro.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Beth, eu não sei o que ela está fazendo, e pouco me interessa saber. Me desculpe por ela, de verdade. &lt;p align="left"&gt;- Não é você que tem que se desculpar, e por mais que ela se desculpe, isso não tem perdão. Vamos embora, preciso urgentemente ir para casa, tirar essas roupas que não são minhas e tomar um banho, para me livrar dessas sensações.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Todos no carro sabiam o que havia ocorrido, então não trocaram uma palavra sobre o assunto. Andavam em alta velocidade, não demorou muito para que chegassem até a casa de Johnny. Ele, Helena e Elizabeth desceram, Katarina decidiu dormir na casa de Max.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;- Me empresta uma camiseta pra mim dormir, Ficzko? - pediu Beth. Aparentava uma tranquilidade que todos sabiam ser falsa, e isto assustava. - Depois vou em casa, buscar minhas próprias roupas. E quero uma toalha também, preciso de um banho.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Empresto sim, vai indo pro banheiro que depois a Helen leva lá pra você. Olha, se quiser desabafar, nós estamos aqui. Você sabe disso, não sabe?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Sei, e sei também que não preciso desabafar. As coisas que ocorreram hoje, foram bastante esclarecedoras. - Beth seguiu até o banheiro. Despiu-se, entrou no box e ligou o chuveiro frio. Mas antes, pegou uma gilete que estava no armarinho em cima da pia.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;A água fria escorria pelo seu corpo. Estava congelante, como se estacas estivessem sendo cravadas nela. E aquela dor era profundamente acalmadora. Seus cabelos, negros e compridos&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7uDqUxjmVI/AAAAAAAAATE/8NqFdr32-Eo/s1600-h/__What__s_Your_Secret____by_kaasutii.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168869760492083538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 188px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" height="141" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7uDqUxjmVI/AAAAAAAAATE/8NqFdr32-Eo/s320/__What__s_Your_Secret____by_kaasutii.jpg" width="293" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; grudavam na face e no corpo. Olhou fixamente para seus pulsos, e pegou a gilete. Não era tão digna quanto uma navalha, mas também cortava, e como cortava! Foi apertando-a contra sua pele, antes branca, agora manchava-se de sangue. Aquele líquido, rubro e pastoso, escorria de seus pulsos e caía pelo ralo do banheiro. Era isso: o sangue simbolizava sua dor, vê-lo partir era como se a dor estivesse indo embora, para não mais voltar. Infelizmente, sabia que as coisas não funcionavam assim. Desligou o chuveiro, o corte fora um tanto profundo e o sangue continuava a escorrer. Olhou para seus pés, lambuzados de vermelho, sentia remorso.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Havia tomado uma decisão: logo mais tarde, provavelmente após o almoço, iria até a biblioteca pesquisar. Aquilo tinha que ter um fim, estava passando dos limites da própria racionalidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-8552516280740386656?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/8552516280740386656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=8552516280740386656' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/8552516280740386656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/8552516280740386656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/02/bilhetes-segredos-reviravoltas.html' title='Bilhetes, segredos &amp; reviravoltas.'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7uNk0xjmWI/AAAAAAAAATM/eZ86iISe55w/s72-c/bilhete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-2930000255771956273</id><published>2008-02-08T16:07:00.000-08:00</published><updated>2008-02-20T08:25:00.127-08:00</updated><title type='text'>Encontros (des)amorosos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7I62UxjmMI/AAAAAAAAARk/uDa_3nmEmko/s1600-h/Telephone2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166256427511290050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7I62UxjmMI/AAAAAAAAARk/uDa_3nmEmko/s200/Telephone2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desta vez, parecia que a noite havia demorado a passar. Era como se tivessem dormido séculos! Foram acordados pelo telefone, que tocava insessantemente, até ser atendido por Johnny, que, meio sonolento, mal conseguia entender a voz impaciente do outro lado da linha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Velho, cadê você? Nós não combinamos de correr as 8? São dez horas da manhã, e você ainda não apareceu. - era Thomas, e estava evidentemente zangado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Thom! Desculpa, eu perdi a hora. As meninas passaram a noite aqui, aconteceram umas coisas e... - ia contar os fatos ocorridos na noite anterior, quando Bet interrompeu-o, colocando a mão em sua boca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É melhor não contar nada, por favor. - o pedido soava em tom suplicante. Ele apenas concordou com a cabeça, ela afastou a mão e então o diálogo recomeçou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-... ah, esquece Thom. Bom, a corrida fica para uma próxima, pode ser?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Sei, Ficzko. Faz festinha e não convida mais a gente, o que é isso? Tá querendo todas pra você? - do outro lado, Thomas gargalhava, irritando o amigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Muito engraçado. Preciso desligar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Ei, espera, foi só uma brincadeira! Antes quero te convidar para uma baladinha, o que você acha?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eu preciso ver com as garotas, depois retorno. - agora, ele já estava impaciente com aquela ligação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Ah, então elas vão passar umas férias aí? Safadinhas, hein? - esse tipo de piada era típica da sua personalidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Cala a boca, Thomas. - Ficzko gritou, extremamente irritado, enquanto elas observavam-no, deitadas no chão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tá bom, parei. Vou dar uma passada aí, pode ser? - Thom tomava alguns goles de água enquanto falava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Você que sabe, velho. Vou desligar, até depois. - dito isto, encerrou-se aquela ligação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ficzko foi até a geladeira pegar um copo de refresco, enquanto a sala permanecia em completo silêncio. Quando retornou ao local, Dorothea tomou a palavra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tive um sonho esquisito essa noite, sabe, não foi bem um sonho, parecia... uma lembrança. Vi vocês naquele acampamento, há alguns anos atrás, lembram? Mas aconteceram coisas... estranhas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todos fitavam-na estarrecidos, e logo começaram a perceber que não foram os únicos a ter aquele estranho sonho. Um a um, foram contando exatamente o que sonharam, espantados, constataram tratar-se, não de um sonho, mas sim uma lembrança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Isso é loucura, eu nem estava lá, como poderia sonhar (ou relembrar, que seja) o mesmo que vocês? A menos que alguém implantasse lembranças em minha mente! - Dorothy levantou-se, andava de um lado para o outro, em sinal de preocupação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Acho que estamos enlouquecendo, não há uma explicação óbvia para tudo isso. - Helen estava apavorada, seus olhos enchiam-se de lágrimas enquanto falava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É o que eles querem, vão nos enlouquecer até que não possamos mais oferecer resistência, e então... - Elizabeth chorava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Então eles nos matam. - conclui Katarina, enquanto tirava seus cabelos do olho. Estavam desbotados, precisaria repintá-los urgentemente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, eles não irão nos matar. Nós vamos resistir até o fim, vocês estão me ouvindo? - Ficzko tentava acalmá-las, mas no fundo, tinha vontade de chorar, vontade de sumir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Nós vamos morrer, será que vocês não percebem? Vamos todos morrer, eles querem que a gente sangre. - Elizabeth estava descontrolada, chorava desesperadamente enquanto puxava os cabelos, quase arrancando-os.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Cala a boca, Beth! Cala essa maldita boca! Ninguém aqui vai morrer... - Johnny a segurava pelo ombro, balançando-na de um lado para o outro. - ... eu prometo, prometo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Elizabeth soluçava, desesperada. Helena, também chorando, havia se afastado para o outro lado da sala. Mas que droga! Ela também estava ali, chorando de desespero, mas Johnny nem reparava. Isso doía demais. Elizabeth era tão linda! Helen tinha certeza que ele também pensava assim. E ela, era tão sem graça: aqueles cabelos ondulados, que não se ajeitavam de forma nenhuma, e alguns quilinhos a mais que a encomodavam todas as vezes que ia comprar roupas. Queria ser igual a Beth, aí sim ele a notaria, sabia disso. Estava tão absolvida por aqueles pensamentos, que mal ouviu quando Katarina chamou-a:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tá surda, Helena? Vai buscar um copo d'água pra Beth! E coloque açúcar, ela precisa se acalmar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Vou trazer logo um litro de vodka, assim todos nos acalmaremos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Helen andou desajeitadamente até as escadas, subiu-as rapidamente. Logo deparara-se com o corredor da parte superior da casa. Abriu a segunda porta à esquerda, entrando no quarto de Ficzko. Olhou-se no espelho ao lado da porta: como podia ser tão feia? Dorothy, sua irmã era bonita, ela não. Também precisava de um regime, estava gorda, mal cabia em suas próprias roupas. À sua esquerda, estava o guarda-roupas dele. Na porta do meio havia um cadeado, que somente ficava aberto quando a família não estava em casa: era ali que guardava suas bebidas, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7I5UkxjmLI/AAAAAAAAARc/cEAq52i5xpk/s1600-h/whisky-gentry-style.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166254748179077298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px" height="182" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7I5UkxjmLI/AAAAAAAAARc/cEAq52i5xpk/s320/whisky-gentry-style.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;cigarros e baseados. Mas que droga, não havia mais vodka. Haviam ali diversas bebidas, vulgares e importadas. Seus olhos fixaram-se em um whisky, que parecia ser bastante caro, pegou-o e enconstou a porta. Ia retirando-se do quarto, quando viu na cabeceira da cama um porta-retratos com uma foto de Johnny. Não pôde resistir e pegou-a. Nossa, ele era tão lindo! Sentou na cama com a fotografia em seus braços, ficou criando mil e uma cenas de amor para eles dois, quando ouviu uma voz vinda de perto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Nossa, que demora. Pensei que tivesse se perdido em minha casa. Helena? O que você está fazendo aí, e com minha foto? - Ficzko observava-a da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Oi, eu... é que.. - largou imediatamente a foto e levantou-se, não esperava que ele aparecesse ali, pelo menos, não agora. - ... não tinha mais vodka então, peguei um whisky. Você se incomoda?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, é lógico que não. Você estava demorando, então resolvi vir aqui ver o que estava acontecendo, fiquei preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Comigo? Você? Você preocupado comigo? - Helen estava desconcertada, e um tanto lisonjeada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Claro, com quem mais? Cara, Helen, que pergunta! Viu, eu vou tomar um banho agora, Dorothea e as meninas vão à sua casa, acho que pegar algumas roupas, pois Kat e Bet estão com medo de retornarem à suas próprias casas. Você as acompanha? - observava-a pelo canto daqueles olhos azuis e brilhantes, parecia não se abalar com aquelas "coisas".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É, acompanho sim, também quero tomar um banho, me arrumar um pouco, estou péssima. Vou descendo, então... Tchau! - Helena saiu apressadamente do quarto, como podia ser tão idiota? Tinha que estragar tudo falando aquelas besteiras, claro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na sala, Dorothea, Elizabeth e Katarina estavam preparando-se para sair. Haviam lavado seus rostos no banheiro, e escovado um pouco os cabelos. Ficavam bastante diferentes sem maquiagem, tendo em vista que a usavam diariamente há anos. Helena ainda estava na metade da escadaria, quando Dorothea chamou-a:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Helen, estamos indo lá em casa pegar umas roupas e tomar banho, depois iremos na casa da Katarina, e mais tarde na da Beth. Você vem?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Vou, claro. Espere um pouco, apenas irei lavar meu rosto e arrumar meus cabelos. - Helena apenas gostaria de não ter que olhar-se no espelho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Dorothy, eu não gostaria de voltar para minha casa, nem sequer por alguns minutos. - exclamou Elizabeth, de repente. - Será que você não poderia me emprestar algumas roupas e um pouco de maquiagem? Aí eu vou no banco pegar dinheiro e compro escovas de dente, e o que mais precisar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Por mim tudo bem, é melhor mesmo, assim evitamos caminhar demais. E você Kat, quer ir em casa ou quer algumas coisas emprestadas? - Dorothea era sempre compreensiva, e sabia que não seria nada bom irem tanto na casa de Elizabeth, quanto na casa de Katarina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Se você não se importa, fico com a sugestão da Beth. Olhem, Helen está pronta, vamos indo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Logo estavam na rua, rumo à Northway. Estava movimentado demais, carros iam e vinham o tempo todo, e isto era inquietante para Katarina. Se nada daquilo estivesse acontecendo, provavelmente, agora, ela estaria em sua casa, sozinha. Tomando uma dose de café bem forte, e depois indo até seu pequeno brechó, passaria a tarde inteira lá, atendendo uma ou outra freguesa, e à noite, tomaria um bom banho quente em sua banheira gigante. Depois, deitaria na cama, e nada a perturbaria. O silêncio tomaria conta daquele local, só poderia ouvir a própria respiração, ela e mais ninguém. Provavelmente choraria, não sabe o porquê, sabe apenas que choraria até adormecer. E acordaria rindo, como sempre fazia. Mas não, as coisas definitivamente saíram do controle. Por mais que se esforçasse, não conseguia entender o que acontecia com eles. Durante o caminho, as outras meninas conversavam, tentando parecer calmas e alegres, mas, no fundo, Katarina sabia que estavam tão aterrorizadas quanto ela. Podia ver em seus olhos, aquilo tudo era tão absurdo, tão ridículo! Todos sabiam que espíritos não existiam, muito menos espíritos assassinos que trazem consigo uma maldição! Porém, todos sabiam também que aquilo era real. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em menos de dez minutos chegaram ao Edifício Jerry Nichols. Subiram a escada até o quarto andar, entraram no apartamento de número 401. Era bastante espaçoso, levando-se em conta que apenas elas duas moravam ali. Dorothea atirou-se no sofá, reclamando:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Minhas costas doem, meus braços doem, tudo dói. Podem ir primeiro para o banho, garotas. Uma pode ir no banheiro social, no fim do corredor, e há outro banheiro no quarto da Helen.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E toalhas, roupas? - perguntou Elizabeth, enquanto observava uma estante com várias porta-retratos, quase empilhados um sobre o outro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Ah, tem toalhas nos banheiros, roupas nós veremos depois. Só tem uma coisa, acho que o aquecedor do meu quarto nao está muito bom, então uma de vocês fica no banheiro social, deixa que eu tomo banho lá. - falou Helena, aparentemente inquieta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Elizabeth e Helena dirigiram-se aos respectivos banheiros, enquanto Dorothea e Katarina ficaram na sala.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Quer comer alguma coisa? Tem pizza na geladeira, e acho que alguns chocolates na despensa. - indagou Dorothy, levantando-se do sofá e tomando o rumo da cozinha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Uma pizza e um cigarro. - respondeu Katarina, acompanhando a amiga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E que tal uma dose de vodka com refrigerante?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Aceito. Dorothy, você é ótima! - disse ela, arrastando uma cadeira e sentando-se.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Logo Dorothea serviu a pizza, colocou uma garrafa de vodka e outra de refrigerante em cima da mesa, destampando-as. Foi até a sala, retornou com um maço de cigarros e fósforos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não deveríamos ter deixado Ficzko sozinho, Kat. - comentou Dorothy, enquanto mastigava um pedaço da pizza de cheddar com champignom.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Sim, mas ele sabe se virar sozinho. Além do mais, você deve ter percebido que isto só acontece à noite, não é?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É, percebi. Sendo assim fico mais tranquila! Agora que já comemos, o que você acha de separarmos algumas roupas? - convidou Dorothea, retirando-se da mesa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chegando no quarto, separaram calças, casacos e blusas. Elizabeth saíra do banheiro nesse momento, e fora ao quarto para vestir-se. Katarina escolheu suas peças e foi para o banho. Em menos de meia hora, estavam prontas: vestidas e de banho tomado. Voltariam para a casa de Johnny e lá encomendariam pizzas para almoçar. Refizeram o trajeto pela Northway, e logo estavam em frente à casa. Ao ver um carro parado no pátio, Beth hesitou:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É Thomas! Eu não vou entrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Pare de bobagens, Elizabeth. Pelo amor de Deus! Agora que vocês acabaram, vai dizer que nunca mais irão sequer ver um ao outro? - respondeu Helena, com impaciência, caminhando em direção à porta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Helen tem razão, Beth. - Katarina tentava acalmar a amiga. - É só entrar, se você não quiser, não precisa falar com ele, só que não poderá ficar plantada aqui no pátio. Vem?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem, eu vou. - cedeu ela, enquanto era praticamente arrastada pela amiga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Thomas estava sentado em um dos sofás da sala de televisão. Vestia uma camiseta preta de manga longa, com uma caveira branca estampada, e usava um casaco preto por cima. A sala estava aquecida pela grande lareira, ele e Johnny conversavam animados, mal perceberam a chegada das meninas. Quando Elizabeth entrou, exitante, seus olhos rapidamente cruzaram-se com os dele. Helena e Dorothea sentaram-se no tapete, em um local próximo à lareira. Katarina e a amiga sentaram-se ao lado de Johnny.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Vocês querem beber alguma coisa? Tem whisky, vodka, amarula... - ofereceu Ficzko. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, prefiro almoçar antes, e acho que as meninas concordam comigo, não é? - disse Katarina, e as demais concordaram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não vão me convidar para o almoço? - indagou Thomas, esboçando um lindo sorriso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Claro né, Thom. Cada pergunta besta que você faz! - exclamou Dorothea.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Ah, como você é meiga, Dorothy! Então, pizzas? - sugeriu ele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ligaram para o centro da cidade e encomendaram 5 pizzas. Em pouco menos de uma hora estavam todos almoçando, e conversando sobre coisas aleatórias. Elizabeth passara o tempo todo calada, pois sentia-se constrangida com a presença de Thomas, não conseguia sequer olhá-lo nos olhos. A situação chegava a ser embaraçosa, percebendo isso, Helena convidou-a para tirar a mesa e lavar os pratos, enquanto os outros ficariam por ali, convite que ela aceitou prontamente. Logo quando chegaram na cozinha, Beth desabafou:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Obrigada por me tirar dali, Helena. Eu juro, tava tentando me controlar para nao deixar transparecer meu nervosismo diante dele, mas acho que não consegui, né?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Relaxa, coisas assim acontecem. Sabe, as vezes também me sinto encomodada perto do Ficzko. - comentou Helen, que, distraída, mal percebera que revelara aquele segredo, tão bem guardado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Ficzko? O Johnny? Nossa! Eu não sabia que você era afim dele! - exclamou Elizabeth, quase deixando cair um prato que segurava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Fala baixo, né. Já faz algum tempo, aliás, bastante tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Bastante tipo, quanto?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Uns 3 anos, eu acho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Caramba, então quando ele e Kat namoravam, você...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eu vou te contar uma história, mas você tem que prometer que é um segredo nosso, e que você não vai contar pra ninguém. Certo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eu juro. - falou Elizabeth, largando o pano de secar louças e sentando em uma cadeira ao lado de Helena.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Um pouco antes de que eles começassem o namoro, um mês antes, para ser mais exata, teve uma festa, na casa do Michael, não sei se você lembra. Então, era uma festa ao ar livre, todo mundo bêbado, aí , lá pelas quatro da manhã, o John, super bêbado, me puxou lá pra dentro, sem mais nem menos, e nós ficamos. Continuamos ficando durante um mês, mas escondido de todos, porquê ele nao queria que ninguém soubesse, e eu respeitei. Passado um mês, no aniversário da Lucy Fanning, ele terminou comigo, sem dar nenhuma explicação, e logo depois eu o vi agarrado na Katarina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Que cafajestagem! Juro que jamais esperaria isto dele. - a voz de Elizabeth saía em um misto de pena e indignação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É, eu sei. Você não tem noção do quanto isto foi duro para mim, eu o amava demais. Pensei em me afastar de todos, mas, de qualquer forma, era apenas ele o culpado. Por algum tempo, odiei Kat, com todas as minhas forças, mas aí percebi que ela simplesmente nao sabia de nada, então não podia culpar-lhe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ouviram passos vindos da sala, e instantaneamente interromperam a conversa, há tempo de que não fosse ouvida. Logo Thomas chegou na cozinha, parecia alegre:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Meninas, tem uma festa hoje, nas antigas ruinas do castelo Briatore. Vai todo mundo, bebida liberada, e o ingresso tá super barato. O pessoal ali na sala concordou, só faltam vocês, que tal?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não sei, acho melhor não. É de noite... - murmurou Helena.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- E você, por acaso, queria que fosse de dia? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Também não precisa ser grosseiro com ela, Thomas. - bradou Elizabeth. - Nós vamos sim, vamos todos, e não nos separaremos por lá. Ficaremos bem, Helen. Eu prometo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Cara, eu acho melhor vocês pararem de exagerar no baseado. - comentou Thomas, virando as costas e voltando para a sala.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Que estúpido! Como você aguentou isso Beth? Você é linda, ele simplesmente não te merece.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- É, eu sei. Mas às vezes fica tão difícil controlar um sentimento!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Logo foram para a sala juntar-se com o grupo, que assistia alguns clipes na televisão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Será uma noite inesquecível, eu garanto. - disse Thomas, olhando fixamente para Elizabeth.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-2930000255771956273?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/2930000255771956273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=2930000255771956273' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/2930000255771956273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/2930000255771956273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/02/encontros-desamorosos.html' title='Encontros (des)amorosos'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R7I62UxjmMI/AAAAAAAAARk/uDa_3nmEmko/s72-c/Telephone2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-7085528776930366127</id><published>2008-01-25T12:52:00.001-08:00</published><updated>2008-02-01T12:25:51.498-08:00</updated><title type='text'>Um acampamento, naturalmente.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R6N4f2x4-BI/AAAAAAAAAQk/zFKtVziYYBA/s1600-h/The_Swamp_by_Ezakiel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162102086572767250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px" height="203" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R6N4f2x4-BI/AAAAAAAAAQk/zFKtVziYYBA/s200/The_Swamp_by_Ezakiel.jpg" width="160" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- Mas que belo dia chuvoso para um acampamento! - falou Beth, enquanto comprimentava os amigos que reuniam suas coisas em frente à casa de Ficzko.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;De fato, a chuva ainda não começara, mas estava preparando-se. Era manhã do dia 12 de julho de 1984, e os preparativos para o tão aguardado acampamento estavam a todo o vapor. Passariam o final de semana à beira do lago Kansas, na região de Westville, porém, caso a previsão do tempo não lhes fosse agradável, ficariam em uma pousada há dois quilômetros do lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Oh sim, claro. Nossos planos foram por água abaixo, gente. Já não tenho mais a mínima vontade de seguir viagem.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Deixe de frescura, Katarina. Vai ser legal, a pousada é bem aconchegante. Tem uma família que cuida de tudo por lá, eles são meio esquisitos, mas bastante simpáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Thom tem razão, Kat. - foi a vez de Ficzko argumentar - E além do mais, estamos nos preparando há meses para essa viagem, não iremos desistir somente por uma ameaça de chuva. Ninguém aqui é de açúcar, certo?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Certíssimo. Vamos logo, já estou ficando entediada. - disse Helena, que já estava impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Elizabeth acomodou sua mala junto com as demais. Feito isso, estava tudo pronto para a viagem. Thomas dirigia com calma a velha caminhonete de seu padrasto: um modelo bem antigo, e grande o suficiente para acolher 5 passageiros e suas respectivas bagagens. Fumando seu cigarro e com o vento batendo em seu rosto, ele sentia uma incrível sensação de liberdade e poder. A brisa agitava seus cabelos louros, na altura dos ombros, o que o deixava incrivelmente bonito. Em alguma rádio, cujo nome não importa, tocava uma canção dos Beatles, da qual ele decorara a letra, e cantava junto:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Celophane flowers of yellow and green, towering over your head. Look for the girl with the sun in her eyes and she's gone: Lucy in the sky with diamonds, Lucy in the sky with diamonds...&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Beth olhava para ele com ternura. Jamais imaginou que amaria alguém da forma que o amava, e naquele final de semana completariam um ano de namoro. Gostava de tudo que ele fazia: das suas caras, dos seus gestos, da sua voz, do seu rosto, do seu corpo, do seu beijo... Para ela, Thomas era composto de uma perfeita sintonia de detalhes. Não conteve-se, e acabou comentando: &lt;p&gt;- Quando canta, você fica mais lindo ainda, amor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Às vezes você fala cada coisa estúpida, Elizabeth!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A frieza da resposta não deveria espantar, pois já sabia-se que ele não era uma pessoa romântica, e menos ainda alguém compreensivo, mas, mesmo assim, isso a feria de forma irremediável. A situação tornara-se embaraçosa, e ao perceber isto, John propôs que cantassem alguma música. Todos concordaram, começaram então a entoar diversas canções típicas de viagem. &lt;p&gt;Ainda faltavam alguns quilômetros do destino final quando começou a chover. No começo, era uma chuva fina e rala, mas que foi aumentando até tornar-se quase uma tempestade. Mal podiam enxergar a estrada, que, por sorte, não era muito transitada. Estavam todos frustrados: passaram meses planejando tudo, e agora, justo agora, aquela chuva toda. Como já fora dito &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R6N87mx4-DI/AAAAAAAAAQ0/vvkGj9q4sVc/s1600-h/zzz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162106961360648242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px" height="234" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R6N87mx4-DI/AAAAAAAAAQ0/vvkGj9q4sVc/s320/zzz.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;previamente, dobraram à esquerda da estrada que levava ao lago, e em poucos minutos &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R6N8wmx4-CI/AAAAAAAAAQs/7wxs9EdT2oY/s1600-h/zzz.jpg"&gt;&lt;/a&gt;chegaram na pousada. Tiveram que descarregar rapidamente suas malas, para escapar da chuva. Levaram para dentro apenas o necessário (tal como roupas, toalhas e produtos de higiene pessoal), já as barracas, sacos de dormir e demais coisas do acampamento ficariam dentro do carro. Após deixarem tudo na entrada, foram recebidos pelos donos do estabelecimento. Sahyd era quem comandava tudo por ali. Ele aparentava ter uns 50 (ou talvez 55) anos de idade, tinha cabelos grisalhos e um cavanhaque que lhe dava uma aparência extremamente ridícula. Trajava vestes sociais, impecavelmente limpas, e mascava um galho de ervas o tempo todo. Sua mulher, Hannah, deveria ter uns 40 anos de idade. Possuía cabelos muito compridos, presos por um desajeitado coque, e segurava no colo uma garotinha de 6 anos de idade, chamada Sarah, que era sua única filha. O casal mostrou-lhes os quartos e o resto da casa, em seguida levou-os à sala central, bastante aquecida por uma grande lareira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- É uma casa bastante bonita, senhor Sahyd. - comentou Elizabeth, enquanto aceitava uma xícara de chocolate quente, oferecida por Hannah. &lt;p&gt;- Obrigado, moça. Bem, de fato essa casa é nosso orgulho. Seis gerações da minha família moraram nela, e outras gerações moraram aqui antes de ser construída.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Hannah fitou o marido severamente, o que fez Katarina pensar que ela havia desaprovado, por algum motivo, o comentário dele. &lt;p&gt;- Ah, então tratasse de uma espécie de relíquia post mortem!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Com o comentário de Thomas, todos riram, exceto os donos do local. Hannah levantou-se do sofá e comentou, quase gritando: &lt;p&gt;- Você não deveria brincar com essas coisas, meu rapaz. Não se brinca com a morte quando sua alma já queima nas trevas.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O grupo de amigos olhou para ela com uma dose de espantamento evidente, e Sahyd tentou remediar a situação: - Perdoem as palavras de minha mulher. Hannah não sabe o que fala. - virou-se para o grupo, e, diminuindo o tom de voz ,completou - Ela toma remédios controlados há anos, sofro muito com sua doença. Peço que ignorem qualquer coisa que Hannah venha a dizer. &lt;p&gt;- Tudo bem, eu que peço perdão, não deveria ter feito piadinhas com tal assunto.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Realmente não deveria mesmo, Thomas. Você não cresce nunca hein? - Helen estava bastante estressada. &lt;p&gt;- Ora, ora, parem com isso. Não vão brigar crianças. Sahyd e eu vamos preparar o jantar. Sarah ficará convosco, espero que ela não vá lhes incomodar. - dito isso, Hannah levantou-se, e o marido segui-a. &lt;p&gt;- Crianças? Pelo amor de deus, que mulher mais louca. - Ficzko não havia gostado nada da forma como fora tratado. - Não devíamos ter vindo para cá. Elizabeth tentou melhorar os ânimos, dizendo: &lt;p&gt;- Ah gente, não é tão ruim assim. Amanhã aposto que não haverá chuva, e iremos cedo para o lago. Além do mais, aqui é extremamente aconchegante. &lt;p&gt;- Beth tem toda a razão, - disse Katarina. - é um bom lugar para se ficar. Sarah, você gosta de morar aqui? &lt;p&gt;A menininha, antes calma, alterou sua expressão após essa pergunta. Fitou a todos com seus olhos azuis arregalados, e passados alguns segundos respondeu, amedrontadamente:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tenho medo, eles falam à noite toda, e não me deixam dormir. Mamãe disse que vão embora, mas nunca vão. Eles são muito maus. Vão pegar vocês, papai disse. Mas é segredo!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- É, pelo visto a mãe não é a única doida da família... &lt;p&gt;- Cale a boca, Jhonny. Quem vai nos pegar, Sarah? E porque vão nos pegar? &lt;p&gt;- Vocês não tem culpa, mas antes tinham. Mamãe disse que eles vão fazer justiça, mas eu não queria isso. Você é bonita, Elizabeth, sempre foi bonita. Mas muito má, e papai me falou que todos vocês foram muito maus, eu disse que agora vocês são bonzinhos, mas ele disse que maldições não podem ser quebradas. Olha, vou mostrar uma coisa, mas é segredo, tá?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Katarina concordou com a cabeça, e a garotinha foi rapidamente até uma escrivaninha do outro lado da sala. Voltou com alguns recortes de jornais, que aparentavam ser muito antigos. Entregou-os na mão de Helena. Ficzko estava curioso, logo indagou: &lt;p&gt;- Diga-nos, o que está escrito aí? Rápido Helena. &lt;p&gt;- É uma manchete de jornal, vou ler. &lt;p align="left"&gt;No recorte, havia uma foto de 5 jovens e um trecho, que dizia assim: &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21 de abril de 1970&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;POLICIAIS ENCONTRAM CORPOS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na manhã do dia 20, foram encontrados os corpos de 4 jovens, que haviam desaparecido misteriosamente. A polícia ainda investiga o crime, e o responsável pelas investigações não pretende anunciar nada antes de conseguir provas. Elizabeth, Pierre (conhecido na cidade como Ficzko), Helena e Dorothea foram encontrados mortos em uma cabana abandonada ao oeste da Rota 81. A jovem Elizabeth, que provavelmente estava com os amigos na hora em que foram mortos, suicidou-se após a chegada do resgate. Junto à ela, no chão, uma espécie de "aviso", riscado na terra com gravetos, que dizia assim: "Maldições não podem ser quebradas". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os policias acreditam que eles foram vítimas de algum serial killer, que aterrorizava-os há algum tempo. Os corpos serão velados na Capela Saint Louis.&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Logo ela pegou os demais recortes, neles constavam outras manchetes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;29 de abril de 1970&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;POLÍCIA ENCONTRA SERIAL KILLER ACUSADO DE ASSASSINAR 5 JOVENS.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Mozër é considerado culpado pela morte do grupo de jovens desaparecidos desde 15 de maio deste ano. A polícia acusou-o como sendo o responsável pelo crime que chocou toda a população do pequeno vilarejo de Smallplace. Os jovens apresentavam um comportamento estranho há bastante tempo,o que levou os policiais à conclusão de que eles haviam drogado-se antes de morrer. &lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;- É só isso Helena? &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Tem uma nota do obituário aqui, há nomes, mas.. os sobrenomes estão riscados. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Então leia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É COM MUITO PESAR QUE OS AMIGOS E FAMILIARES DE ELIZABETH, PIERRE (FICZKO), KATARINA, HELENA E DOROTHEA COMUNICAM-LHES QUE AS ÚLTIMAS PRECES SERÃO REALIZADAS HOJE, AS 19 HORAS, NA CAPELA DE SAINT LOUIS&lt;/span&gt; .&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Foi um choque imenso para todos, era como se o mundo desabasse na cabeça deles. Alguns passos apressados cruzaram o corredor, e, rapidamente, Sahyd e Hannah chegaram até a sala, retirando os jornais das mãos de Helena. &lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Não mexam no que não é de vocês. Aqui nesta casa nós prezamos muito os bons modos. Espero que isso não se repita mais. Quanto a você, Sarah, vá já para o seu quarto, conversaremos depois. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Mas papai, eles são bonzinhos! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Cale-se e obedeça seu pai Sarah, esta noite você foi uma menina muito má, e deverá ser castigada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A menina subiu as escadas correndo e Hannah seguiu-a. Sahyd olhava para todos com reprovação, e energicamente bradou: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Se em casa não aprenderam bons modos, irei ensinar-vos. Não permito que mexam em minhas coisas. Eu, por acaso, mexi em vossos pertences? Deveriam envergonhar-se.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- E quanto à tudo que Sarah disse? E esses recortes? Queremos respostas! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Elizabeth, contenha-se. - pediu Kat. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Não creio que sejam tolos a ponto de acreditar no que uma garotinha de 6 anos de idade diz! O jantar está servido. Podem comer a vontade e depois subir para seus aposentos. Irei levar essa velha caixa de recortes comigo, para evitar que nos desentendamos novamente. &lt;p&gt;Um silêncio pairou pela sala enquanto Sahyd subia as escadas, bastante zangado. Não só a sala, como também o resto da casa estavam silenciosos. Thomas levantou-se e seguiu pelo corredor em direção à cozinha, um a um os demais foram tomando a mesma direção. Não trocaram sequer uma palavra durante o jantar inteiro, porém Helena não conseguiu conter-se: &lt;p&gt;- Talvez isso tudo seja apenas uma grande coincidência, mas, e se não for? &lt;p&gt;- Cale a boca Helena. Aquele velho sarcástico e sua mulherzinha querem apenas divertir-se à nossas custas, será que não percebem? Ignorem-no e ele vos deixará em paz. - Thomas parecia, de fato, não importar-se com aquilo. &lt;p&gt;- Ignorar, Thom? Você fala isso porquê não era o seu nome que estava escrito lá! &lt;p&gt;- Faça-me o favor, Elizabeth. Desta vez você está passando dos limites com suas asneiras. Existem milhares de nomes iguais no mundo! &lt;p&gt;- Pode sim existir milhares de nomes iguais, Thomas. Porém, duvido que haja no mundo pessoas com nomes iguais, e que também sejam amigos. E o que a menina falou? E o que a mãe dela disse mais cedo, alguém ainda lembra? - Ficzko também estava alterado. &lt;p&gt;- Até você, Johnny Stockler? A menina diz apenas o que ouve dos pais. E a mãe dela é uma conturbada, Sahyd mesmo disse-nos mais cedo que ela é doente. Parem com essas bobagens. &lt;p&gt;- Não são bobagens Thomas. Todos nós estamos assustados! Eu quero ir embora daqui, e acredito que não sou a única. &lt;p&gt;Nesse instante, quase sorrateiramente, Hannah parou diante à porta que levava ao corredor. Todos olharam-se assustados, enquanto ela ria secamente.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Queres ir embora Katarina? E você acha mesmo que isso resolveria? Ninguém pode escapar do destino, e o de vocês está traçado. &lt;p&gt;- Ora sua demente de uma figa, cale essa boca! - Thomas, descontrolado, ia partir para cima dela quando Johnny segurou-o.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Sabe Thomas, - disse Hannah, enauqnto debruçava-se na janela - algumas coisas acontecem sem que possam ter explicações científicas. Mas você não acredita, não é? Afinal, &lt;em&gt;De nihilo nihil¹.&lt;/em&gt; É o que você sempre diz. &lt;p&gt;Nesse momento, uma travessa de vidro, que estava no centro da mesa espatifou-se. As garotas recuaram rapidamente, e encolheram-se no canto da sala de jantar. Thom estava assustado, chegou a desequilibrar-se, só não caiu porquê Ficzko segurou-o. &lt;p&gt;- Como você sabe isso? &lt;p&gt;- Thomas, meu querido, &lt;em&gt;há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sahyd logo chegou à sala de jantar. Estava enfurecido coma esposa, e mandou-a deitar. Pediu desculpas à todos pelas loucuras da mulher,e contou-lhes que há muito tempo ela não estava bem. Tinha constantes alucinações e falava sobre uma maldição, que pairava sobre todos. No fim, ele riu, e acrescentou:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Vejam, amanhã será um belo dia ensolarado. Assim poderão ir para o lago e aproveitar seu acampamento. Agora está ficando tarde, irei retirar-me. Caso queiram dormir, seus quartos estão arrumados. Peço-lhes para que não façam muito barulho, pois irei sedar Hannah para que ela durma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Está certo, nós também vamos subir. Temos que acordar cedo se quisermos ir para o lago, não é mesmo pessoal?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Sim Thomas, subiremos todos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E assim puseram-se a subir as escadas, seguindo diretamente para seus quartos, que ficavam ao final do corredor. Helena dormiria sozinha, no quarto ao lado dormiriam Fikczo e Katarina, e no último dormiriam Elizabeth e Thomas. Já passavam das duas horas da manhã, e o último casal ainda estava acordado, quando ouviram algumas vozes no corredor, eram Sahyd e Hannah.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Thom, o que será que eles estão conversando?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não sei, levanta. Vamos até a porta para ouví-los, pois estou começando a achar que há coisas erradas por aqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caminharam lentamente até a porta, e puseram-se a ouvir o que os dois velhos conversavam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não gostei nada do seu comportamento hoje, Hannah. Eles desconfiaram, tive que mentir que você era doente. Pare com essas exibições fajutas de poder!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ora Sahyd, faça-me o favor. Umas crianças irresponsáveis que mal sabem o que dizem! Estão amaldiçoados, não durarão por muito tempo mesmo. Que tal se pegarmos eles amanhã, no lago? Ninguém desconfiará de nós, sairá tudo perfeito, como da última vez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não, deixe que os espíritos trabalhem por sí só. E da última vez foi em 1970 Hannah, por pouco nao desconfiaram de nós. Eu estou lhe pedindo, não interfira na vingança deles.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Tudo bem Sahyd, deixarei eles cuidarem disto, eu prometo. Você fechou a porta que leva para o porão?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não, e nem precisaria. Estão todos dormindo, não desconfiaram de nada. Vamos dormir também, pois está muito tarde, e cuide para que Sarah não abra a boca novamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Eu cuidarei...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;(menos de meia hora mais tarde)&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Elizabeth, Thomas, Johnny e Katarina reuniram-se silenciosamente no quarto de Helena. Thom e Beth não tinham sido os únicos a ouvir a conversa entre os donos da pousada, e após uma breve conversa arrumaram suas malas: seria impossível permanecer ali. Ficzko tinha um plano em mente:&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;- Não será muito difícil, gente. Pude ver que a chave permanece na porta durante a noite, então nós descemos em silêncio, o Thomas vai na frente pra pegar o carro. Aí nós ligamos o motor e sumimos daqui.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Obviamente, a idéia foi aceita sem contestações. Ninguém gostaria de permanecer ali aquela noite. Haviam descido as escadas e ido para a parte exterior da casa sem mais problemas, quando Katarina decidiu voltar e visitar o tal porão misterioso. Beth, Ficzko e Helen tentaram impedí-la, mas quando puderam perceber, ela já estava longe. Não lhes restou outra alternativa a não ser seguí-la.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;A porta de acesso para o porão ficava na parte traseira da casa: uma espécie de alçapão, sem nenhum cadeado ou fechadura. Uma escada estreita levava até a parte interior daquele cubículo. Quando estavam lá dentro, Ficzko acendeu a lanterna que levara em seu bolso por precaução. Iluminando as paredes puderam encontrar um interruptor, que iluminou o ambiente, deixando-os boquiabertos: em uma parede haviam diversas fotos deles, fotos de sua infância e também fotos recentes que haviam desaparecido de suas casas misteriosamente. Também estavam pendurados alguns recortes de jornais nos quais eles eram citados. Elizabeth quase desmaiou ao ver um pequeno boneco de pano com seu nome escrito, mergulhado em um recipiente cheio de sangue pútrido. No centro da sala estava uma mesa, com diversos livros (provavelmente da Idade Média), e também 5 caixinhas pretas fechadas com um laço de fita vermelha. Helena pode ver que cada uma trazia um nome e uma inscrição, provavelmente em latim. Decidiu abrí-las na ordem em que estavam dispostas. Em cada caixa, uma foto perfurada com alfinetes e um boneco, que parecia ser aqueles de vodoo. Johnny estava em estado de pânico, e tentava arrastar as garotas para fora quando viram que, na parede à sua frente escorriam gotas de sangue, formando a seguinte frase: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mors omni aetate communis est². &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um arrepio percorreu suas espinhas, então ouviram Thomas chamando-os, desesperado. Saíram correndo o mais rápido possível, e só conseguiram parar quando estavam dentro do carro. Ninguém falou nada durante o caminho inteiro&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;----------------x----------------&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;[1] De nihilo nihil: "Nada vem do nada" (Lucrécio) &lt;p&gt;&lt;/p&gt;[2] Mors omni aetate communis est: "A morte não poupa ninguém"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-7085528776930366127?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/7085528776930366127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=7085528776930366127' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/7085528776930366127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/7085528776930366127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/01/um-acampamento-naturalmente_25.html' title='Um acampamento, naturalmente.'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R6N4f2x4-BI/AAAAAAAAAQk/zFKtVziYYBA/s72-c/The_Swamp_by_Ezakiel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-6103740164505406263</id><published>2008-01-13T16:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T13:03:10.375-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parte 3'/><title type='text'>Entre doses de vodka &amp; Tábua Ouija.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R4uWP7PDe4I/AAAAAAAAAPc/dioBkGEbRFQ/s1600-h/Blink_v_2_by_RoseForlorn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155379398798703490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R4uWP7PDe4I/AAAAAAAAAPc/dioBkGEbRFQ/s200/Blink_v_2_by_RoseForlorn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Elas não tinham a mínima noção do tempo que permaneceram ali, tampouco de que horas deveriam ser agora; só o que sabiam é que não poderiam permanecer naquele local por mais nenhum segundo. Elizabeth levantou-se apressadamente, olhando ao redor exclamou: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu.. eu não sei o porque disso, não faço a mínima idéia do que está acontecendo conosco, Kat. Sei que precisamos ir... ir embora, e logo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Eu sei, eu sei, tá legal? Mas ir para onde?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pra qualquer lugar, talvez para a casa do Ficzko, ou da Helena e da Dorothy. A gente precisa fugir!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fugir do que? Nós nem ao menos sabemos o que se passa conosco, na certa as garotas irão chamar-nos de doidas, você sabe disso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então vamos para a casa do Ficzko, os pais dele estão viajando, e ele nos entenderá (ou pelo menos tentará entender). Katarina, eu te imploro, vamos embora!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Beth, você sabe que eu estou tão assustada quanto você, e que também não quero permanecer aqui. Talvez estejas mesmo certa; vamos subir pegar casacos, pois parece estar ventando lá fora, aí então nós iremos, ok?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De fato, ventava bastante. Poucos minutos depois, elas estavam à caminho da rua Saint Jerry, há seis quarteirões dali. Johnny Stockler estava longe de ser alguém responsável: no auge de seus 23 anos de idade, ainda morava com os pais. Típico garoto sem-futuro da década de 80, não trabalhava, não estudava, e passava seus dias compondo canções para a sua futura banda, que jamais saíra de sua imaginação. Ao longo de sua vida, fora internado em duas clínicas de recuperação, que de nada lhe serviram, pois ele sempre voltava ao círculo vicioso das drogas e do alcool. Mas, não se pode negar que agora ele estava melhor do que antes. Fumava um baseado só às vezes, e bebia menos, muito menos que antigamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda era cedo, portanto, haviam poucos carros circulando. A rua pela qual seguiam era bastante arborizada. Elizabeth gostava do barulho do vento balançando as folhas das árvores, ela o achava acalmador, e por parte do trajeto, seguiu concentrando-se apenas nele, para afastar as más lembranças. Chegaram no cruzamento da Northway com a Saint Jerry: seguindo pela Northway, se andassem mais três quarteirões chegariam à casa das irmãs Künzendorff, e seguindo pela Saint Jerry, logo chegariam à casa de Ficzko,e foi essa a direção que tomaram. As janelas estavam todas fechadas, se não o conhecessem, diriam que ele não estaria; mas sabiam que deveria estar dormindo, no mais profundo dos sonos. Tocaram a campainha diversas vezes, sem obter nenhuma resposta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pelo visto, a noite de ontem foi longa. - comentou Beth, com malícia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cale a boca, vamos fazer a volta, assim poderemos chegar até à janela do quarto dele, venha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fizeram a volta na enorme casa de madeira, toda branca e com grandes janelas vermelhas. Passaram pelo lado de um belo jardim, o orgulho de Dona Jeane Stockler, e seguiram pela calçada de mármore acinzentado. Na parte de trás da casa, havia uma enorme floreira, que, se escalada, dava direto na janela do quarto de Johnny. Kat subiu primeiro, atrás dela veio Beth, &lt;span style="color:#000000;"&gt;hesitante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E se isso desabar? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não desaba, fica tranquila Elizabeth.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pelo visto você já tem experiência em subir essa floreira, hein dona Katarina? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sinceramente eu tenho sim... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Riram um pouco e retornaram à sua "grande escalada". Logo estavam ao pé da janela, batendo com força no vidro, até que Johnny veio ver do que se tratava. Ficou um pouco perplexo ao ver as duas ali, e ele todo descabelado, vestindo um antigo calção xadrez. Abriu a janela, ainda sonolento e exclamou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas o que diabos vocês fazem aqui? E de madrugada ainda! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desculpa Ficzko, mas eu e a Kat precisávamos conversar com alguém, aconteceram coisas ontem à noite, e você... só você pode nos entender e acreditar na gente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem, desculpa se eu fui meio grosso, mas que tipo de coisas? Expliquem isso direito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Katarina, impaciente disse: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Primeiramente, será que você poderia convidarnos para entrar? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah! Sim, claro, Entrem. Desculpem-me meninas, ainda estou com sono. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem, nós entendemos. - exclamou Elizabeth, já dentro do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentaram-se na cama enquanto Ficzko fechava a janela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou tomar um banho e me vestir, aí a gente conversa. Vocês querem alguma coisa? Comida, bebida, cigarros? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uma vodka e um cigarro, necessito disto; e creo que Kat também. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sabe, as vezes sinto que tu consegues ler meus pensamentos, Beth. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em breve, ali estava uma garrafa de vodka e um maço de cigarros, ambos da melhor qualidade. Alguns minutos depois, ele retornara do banho, e sentou-se na poltrona, em frente às meninas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Lindo e cheiroso, aqui estou eu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os três riram por alguns minutos, mas logo o silêncio recaiu sobre aquele ambiente. Johnny tomou a palavra: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bom, pelo visto o que vocês têm a me dizer é, decerto algo muito sério, pois não viriam até aqui a essas horas, por uma bobagem qualquer. Estou certo? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, estás. Olha, eu já vou adiantando, é algo confuso, sabe? E nós esperamos que pelo menos você acredite, nós confiamos em ti. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem Kat, agora contem com calma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas tentaram explicar, da melhor maneira possível, como tudo havia acontecido. Falaram do encontro de Elizabeth com aquele desconhecido, dos ocorridos na noite anterior, sem poupar nenhum detalhe. Ao fim, ficaram em silêncio em alguns momentos. Era como se ele estivesse refletindo, analisando cada detalhe do que elas contavam. Logo após, decidiu opinar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uau! Olha, é uma história bastante... como eu posso dizer... bastante esquisita, sabe. Será que vocês não estavam delirando? Talvez estivessem muito chapadas, ou sei lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beth levantou-se enfurecida, jogou o cigarro no chão, pôs as mãos sobre a cabeça e gritou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Será que você não percebe? Não foi um delírio Ficzko, e isso vai continuar, eu sinto que vai. Você precisa nos ajudar, você precisa! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Calma! Olha meu lado também poxa, vocês chegam aqui em casa, as 6 da manhã, e me vem com essa história doida, querem que eu pense o que? Me dêem um tempo para raciocinar, pelo amor de deus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Chega gente! Brigar não vai nos levar a nada. Nós precisamos manter a calma, tá legal? - interviu Katarina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, tens razão, -concordou Johnny - querem dormir aqui esta noite? Pelo que eu entendi, estão com medo de voltar para suas casas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Se não for muito encômodo, por mim tudo bem. E você Kat, concorda? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Concordo sim, mas nós não trouxemos sequer pijamas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não seja por isso, eu empresto uma camiseta pra cada uma. Podemos chamar Helena e Dorothy, e improvisar uma festinha, que tal?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Até que tu pensas, Ficzko! - disse Elizabeth, caindo na risada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como és engraçadinha hein moça? Mas tudo bem, vou fingir que você não falou isso, porque eu sou um cara legal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E o que você tem pra festa, Ficzko? - perguntou Katarina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele andou até uma estante no canto do quarto, abriu uma das portas e disse: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vodka, absinto, whisky, cigarros e cocaína. Tá bom pra você? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tá ótimo! Agora é só chamar as meninas e pronto. E você será o bendito fruto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como sempre né Kat, como sempre. Mas eu não ligo, só quero que fiquem bem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, a manhã passou rapidamente. Quando se deram por conta, já era quase meio dia. Ficzko encomendou algumas pizzas, e comeram-nas rapidamente. Colocaram colchões na sala para assistir filmes e comer algumas pipocas. Não passado muito tempo, as garotas haviam adormecido, e Johnny decidira ir até a casa das irmãs Künzendorff, convidá-las para a pequena festa e contar-lhes o que se passava com Elizabeth e Katarina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há algumas quadras dali, Helena e Dorothea discutiam sobre música. Uma dizia que melodias mais sombrias tornavam a música cansativa, outra dizia o contrário. Freqüentemente discutiam por motivos bobos como este, mas no geral, davam-se demasiado bem, se levássemos em consideração o fato de serem irmãs. Doroty não conseguia ficar parada por muito tempo, precisava estar sempre em movimento, por isso, costumava ser dela a tarefa de arrumar a casa. Já sua irmã, adoraria poder ficar um dia inteiro sem fazer nada, exceto fotografar (sua maior paixão, que já rendera-lhe alguns prêmios). Dando fim à discussão, Helena foi preparar-lhes um café, e nesse exato momento a campainha tocara. Ficou um tanto surpresa ao abrir a porta, e ver em sua frente Ficzko, com as mãos enfiadas nos bolsos da calça, deveras inquieto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Oi, Lena. Posso entrar? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pode sim, claro, quer.. quer um café? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos dela brilhavam com uma estupidez infantil diante dele, o que era difícil de esconder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, eu vim... Vim convidar-lhes para uma festa, mas antes preciso contar-lhes algumas coisas um tanto esquisitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dorothea entrou na sala nesse exato momento, tomando sua forte dose de café.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ficzko querido, estava com saudades suas! Vamos lá, conte-nos sobre o que te atormenta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah Doroty, eu também estava com saudades! Saudades de vocês duas. Mas não foi por isso... Quero dizer, não foi só por isso que vim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, ele contou tudo que ocorrera com Beth e Kat nas duas noites anteriores. Terminada a história, Dorothea caiu em uma profunda crise de risos, e emendou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Loucura, isso é loucura. Sangue, fantasmas sedutores, vozes.. Será que vocês três perderam o juízo? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cala a boca Doroty. - era como se Helena estivesse lembrando de algo, e prontamente ela acrescentou. - Ficzko, por mais que pareça loucura, pode ser real mesmo. Você lembra do acampamento no Lago Kansas, há dois anos atrás? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro Lena! Como eu tinha esquecido disto? Agora talvez faça sentido! Veja, está anoitecendo, e se for mesmo verdade, é melhor não nos separarmos durante a noite. Arrumem-se logo, e vamos lá pra casa, pois, pelo visto, teremos muito tempo para conversar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram rapidamente aprontar suas coisas, e Doroty ainda duvidava da palavra do amigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Lena, o que houve nesse tal acampamento no Lago Kansas? Eu lembro que depois disso, você ficou transtornada por dias! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ainda não é hora, Doroty. Mais tarde conversaremos sobre isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(E, de fato, mais tarde teriam muito à conversar.)&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não demoraram muito para chegar até a casa de Johnny. Trancaram todas as portas e janelas, e nesse momento, Elizabeth acordara-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Olá meninas. Nossa! Eu dormi como uma pedra. Ei, acorde Kat! O pessoal já chegou. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Kat acordou-se rapidamente, comprimentou as meninas, e após isso pediu a Ficzko toalhas e alguma camiseta emprestada, para que pudesse tomar banho. Ainda tinha medo de ficar sozinha no banheiro, portanto, ela e Beth seguiram juntas para o lavabo, enquanto os outros bebiam e conversavam na sala. Alguns minutos depois, estavam prontas e sentaram no círculo sobre os colchões. Beth pediu um cigarro, e perguntou também as horas. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- São dez e meia. Nossa, vocês ficaram muito sensuais com essas camisetas hein? - provocou Johnny. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Sim, senhor Ficzko. Vamos até atuar num filme pornô: dormindo com o fantasma do bar. - revidou Beth, e todos riram. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Após estarem embebedados, Dorothea fez uma sugestão:&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R4uV2rPDe3I/AAAAAAAAAPU/9Pxs99egITU/s1600-h/ouija2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155378965007006578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R4uV2rPDe3I/AAAAAAAAAPU/9Pxs99egITU/s200/ouija2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Que tal se jogássemos na tábua ouija? Poderíamos esclarecer &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;algumas dúvidas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Todos concordaram com a idéia, e Johnny subiu pegar o jogo em seu quarto. Estavam todos a postos, e decidiram que Doroty anotaria as sentenças. A primeira pergunta que fizeram foi a seguinte: Quem está aí? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O ponteiro foi movendo-se lentamente, e Dorothea anotando letra por letra. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Qual foi a resposta? - Helena estava inquieta. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Eva Monthousen. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Entreolharam-se alguns segundos e continuaram com a brincadeira:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;P: Isso é uma maldição?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;R: Sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;P: Ela pode ser quebrada?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;R: Não.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;P: O que você quer?&lt;br /&gt;R: Vossa alma.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nesse momento, o ponteiro, que era de vidro, espatifou-se diante deles, e as luzes começaram a acender e apagar sozinhas. Espantados, todos se abraçaram e começaram a gritar. Logo vieram as vozes:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;- Maldições não podem ser quebradas, vocês irão pagar pelos erros ancestrais. Não tenham medo, é bom sangrar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Um vento forte tomou conta da casa, e todas as portas e janelas (que estavam "seguramente" trancadas) abriram-se de repentem, e um cheiro pútrido tomou conta do lugar. Elizabeth levantou-se descomposta, era impossível controlar as lágrimas; então gritou: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Eu quero que vocês desapareçam, porra! Ninguém aqui fez nada, deixem-nos em paz, eu lhes imploro! &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nisso, uma rajada de vento jogou-a longe. Johnny, apavorado, tentou correr para socorrê-la, mas logo foi arremessado para o outro lado da sala. Lena, Kath e Doroty permaneceram imóveis, no centro da sala, chorando alto, enquanto escorria sangue pelas paredes, e o tumulto de vozes recomeçava: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;- &lt;em&gt;Vejam, agora nós estamos fortes, e vocês não são nada! Dessa vez, serão vocês que irão sangrar, até a morte, e nada impedirá!&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;SANGRE, HELENA! SANGRE, DOROTHEA! SANGRE, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;KATARINA!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Seus vermes malditos&lt;/em&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Surgia então uma multidão de risos desformes e assustadores, e o sangue começou a escorrer pelos corpos das três, que, apavoradas, só conseguiam gritar. De súbito, levantaram-se e tentaram correr em direção da porta, porém, a rajada de vento (com força descomunal) arremessou-as longe. Antes de cair desacordada, Katarina ainda pode ouvir uma última voz:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;- Isto é apenas o começo...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155377822545705826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R4uU0LPDe2I/AAAAAAAAAPM/aG6AN_Ayedk/s200/Set_me_free_by_bella_mylina.jpg" border="0" /&gt;E durante o resto da noite, todos reviveram, em sonho, a mesma lembrança: O acampamento no lago Kansas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-6103740164505406263?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/6103740164505406263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=6103740164505406263' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/6103740164505406263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/6103740164505406263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/01/entre-doses-de-vodka-tbua-ouija.html' title='Entre doses de vodka &amp; Tábua Ouija.'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R4uWP7PDe4I/AAAAAAAAAPc/dioBkGEbRFQ/s72-c/Blink_v_2_by_RoseForlorn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-2991732418760972090</id><published>2008-01-10T08:15:00.000-08:00</published><updated>2008-02-26T19:34:26.116-08:00</updated><title type='text'>Sangre conosco, Elizabeth.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HYArPDehI/AAAAAAAAAME/jzolIR8tPZw/s1600-h/think_about____by_tugceozturk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148133355178654226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HYArPDehI/AAAAAAAAAME/jzolIR8tPZw/s200/think_about____by_tugceozturk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pela primeira vez, Ela sentiu que sua casa não era mais um lugar seguro. Precisava sair, respirar um pouco de ar puro, tentar reorganizar Seus pensamentos. Pegou um &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HUmbPDefI/AAAAAAAAAL0/g9Wdc6osSoE/s1600-h/think_about____by_tugceozturk.jpg"&gt;&lt;/a&gt;maço de cigarros em cima da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cômoda&lt;/span&gt; e vestiu o sobretudo usado na noite anterior, mas rapidamente despiu-o, o perfume dele ainda estava ali. Saiu de casa o mais rápido que pôde, poderia pensar em um lugar para ir enquanto estivesse na rua, seria mais seguro. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava frio lá fora, frio demais para aquela estação. Andava apressadamente, olhando para baixo e tentando afastar qualquer lembrança teimosa que insistisse em rondar Sua mente, uma tarefa demasiadamente difícil à essa altura. Pretendia andar mais dois quarteirões, até chegar à casa de sua amiga, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Katarina&lt;/span&gt;. Haviam muitas pessoas na rua, e parecia que todas encaravam-na, como se soubessem de algo a mais; algo que nem Ela seria capaz de decifrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HU2rPDegI/AAAAAAAAAL8/gAGOZ20xbhE/s1600-h/to_smoke_by_Slawa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148129884845079042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HU2rPDegI/AAAAAAAAAL8/gAGOZ20xbhE/s200/to_smoke_by_Slawa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Acendeu um cigarro e seguiu pela rua, perdida em Seus pensamentos. Sem querer, acabou tropeçando em um homem que estava à Sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Cuidado, moça. - disse ele, nada zangado.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Perdão, eu estava distraída, pensando demais. - respondeu olhando para baixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Elizabeth&lt;/span&gt; ia continuar Seu caminho, quando foi interrompida por tais palavras:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Pensar é bom, mas tome cuidado, talvez alguém possa ler seus pensamentos. - ele agora ria, um riso perverso, assustador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tomada de pânico, Ela correu sem olhar para trás. Era impossível evitar que as lágrimas rolassem em Seu rosto, mal podia acreditar no que estava acontecendo. Chegou rapidamente ao seu destino, tocava a campainha desesperadamente, até que fora atendida. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Katarina&lt;/span&gt; ainda estava de pijama, olhou para a amiga e aterrorizada, exclamou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Por Deus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Beth&lt;/span&gt;, o que é isso? Você está horrível, o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- As pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Kat&lt;/span&gt;, o homem, todos sabem, e risos, haviam risos; eu tive medo. Ele era real, tudo isso é real, mas eu não posso acreditar, eles, não sei, me ajuda Sam, me ajuda! - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Elizabeth&lt;/span&gt; estava com os olhos esbugalhados, chorava sem parar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Entre, eu vou fazer um café, aí você me explica com calma, pode ser?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Elas entraram na pequena casa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Kat&lt;/span&gt; conduziu a amiga até o sofá e foi preparar o café. Voltou em seguida, com duas xícaras cheias, entregou uma para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Elizabeth&lt;/span&gt; e ficou com a outra. Calmamente, perguntou: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Será que agora pode me explicar o que diabos está acontecendo? Sabe, eu fico preocupada, você some por dias, me dizem que o Thomas terminou contigo, e agora você aparece aqui, nesse estado! Vamos, acalme-se e me conte tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela tentou explicar da melhor forma possível. Falou do encontro da noite anterior, do bilhete escrito à &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Nanquim&lt;/span&gt; e do homem que lhe disse aquelas palavras assustadoras na rua. A amiga observava-a incrédula, e por fim disse:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Olha, você está muito abalada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Beth&lt;/span&gt;. Será que isso não foi apenas, sei lá, um sonho? Você tem se drogado demais nesses últimos dias, e bebido muito também. Vai ver é apenas um... delírio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, não, droga! Será que você não entende? Eu "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tô&lt;/span&gt;" legal, sei muito bem do que estou falando. Tenho muito medo do que pode acontecer! Se nem você, que é minha melhor amiga, acredita em mim, então não sei mais em quem confiar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem, você pode confiar em mim. Mas veja bem, alguém bate na minha porta, quando eu vou abrir, vejo você, com os olhos esbugalhados e sem parar de chorar, aí você entra e me conta essa história extraordinária, quer que eu pense o que? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eu sei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Kat&lt;/span&gt;, é estranho, também demorei pra acreditar, mas é real. Seja lá o que for isso, é real.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Por que você não fica aqui esta noite? Se quiser, pode ficar vários dias. Quero te ver bem de novo, você está muito abalada. Sei que o fim do namoro te deixou acabada, você ainda ama o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Thom&lt;/span&gt;, mas tenta superar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;poxa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- O Thomas é o de menos, quero que ele se dane! No momento, sei que tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. E acredite, isto será aterrorizante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;(E seria mesmo...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As duas decidiram assistir alguns filmes e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;clipes&lt;/span&gt;, desse modo, a tarde passaria rapidamente, e elas poderiam esquecer do que as perturbava. Eram amigas há tempo suficiente para criarem elos realmente fortes, e a confiança que havia entre elas era de um tamanho inimaginável. Sempre estiveram juntas, nos momentos bons e ruins, partilhando suas alegrias, tristezas e também seus baseados. Às vezes parecia que elas se conheciam há muito mais tempo. Se acreditassem em reencarnação, provavelmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Beth&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Kat&lt;/span&gt; diriam que conheciam-se de outras vidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As horas passaram-se de forma rápida, quando perceberam, a noite havia chegado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Kat&lt;/span&gt; subiu ao segundo andar do sobrado, e chamou a amiga para ver o quão linda estava a lua naquela noite. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Beth&lt;/span&gt; estava mais calma agora, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Katarina&lt;/span&gt; até brincou com Ela:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Olha, se isso fosse um filme de terror, esse luar seria um cenário realmente assustador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela entrou na brincadeira, e disse:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Com toda a certeza. Acho melhor irmos para dentro, antes que os monstros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;noturnos&lt;/span&gt; venham à nosso encontro.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Foi difícil controlar a crise de riso. Estavam animadas, resolveram fazer uma pizza no jantar. Em meio aos preparativos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Beth&lt;/span&gt; sentiu uma tontura e acabou quase caindo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Katarina&lt;/span&gt; correu em Sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;direção&lt;/span&gt;, dizendo:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Você está bem? Sente-se um pouco.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Calma, foi só uma tontura. Deve ser ressaca, vou ao banheiro lavar o rosto, voltarei em breve. - disse isso e foi levantando-se.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Quando chegou ao banheiro, ainda sentia-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;zonza&lt;/span&gt;. Ligou a torneira e abaixou-se para molhar a face. Porém, de súbito, a porta do banheiro bateu com toda a força, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Elizabeth&lt;/span&gt;, assustada, tentou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;abrí&lt;/span&gt;-la, em vão. Ela tentou gritar, mas foi inútil, Sua voz não saía. De repente, a água, que antes corria límpida, foi tomando uma tonalidade avermelhada, cada vez mais forte. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Katarina&lt;/span&gt;, que ouvira o estrondo da porta, veio correndo ao encontro da amiga. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Beth&lt;/span&gt;, o que está acontecendo? Abre essa porta, agora!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- A porta não abre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Kat&lt;/span&gt;, me ajuda, tem... SANGUE saindo da torneira, eu quero sair daqui! - Ela chorava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;impulsivamente&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Mas como trancada? Essa porra nem tem chave! - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Kat&lt;/span&gt; estava apavorada, e podia sentir o desespero da amiga.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Vozes começaram a surgir, eram milhares, elas diziam em uníssono:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3Hag7PDeiI/AAAAAAAAAMM/KBluoErva4c/s1600-h/saturday_night_fever_by_suzi9mm.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148136108252690978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="162" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3Hag7PDeiI/AAAAAAAAAMM/KBluoErva4c/s200/saturday_night_fever_by_suzi9mm.jpg" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Sangre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;conosco&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Elizabeth&lt;/span&gt;. Todos nós sangramos, venha sangrar você também. Cuide-se, nós sabemos o que você pensa, sangre um pouco, sangre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;conosco&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Cortes começaram a abrir-se pelo corpo Dela, o sangue escorria em sua pele branca. Coisas começaram a quebrar-se pela casa inteira, aquelas vozes eram ensurdecedoras. &lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;As duas &lt;/span&gt;gritavam histericamente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Você não gosta de sangue &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Elizabeth&lt;/span&gt;? Banhe-se nele, assim como nós nos banhamos. Sangre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;conosco&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Elizabeth&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HhvLPDekI/AAAAAAAAAMc/50FawGj4kZM/s1600-h/i_want_it_back_______I_by_mehmeturgut.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148144049647221314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="162" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HhvLPDekI/AAAAAAAAAMc/50FawGj4kZM/s200/i_want_it_back_______I_by_mehmeturgut.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os risos começaram, eram milhares, riam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;intercaladamente&lt;/span&gt;. Da mesma forma que começaram, as vozes, o sangue e os risos foram terminando. A água voltou a correr límpida, a porta destrancou-se, assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Katarina&lt;/span&gt; pôde entrar. Correu até onde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Beth&lt;/span&gt; estava deitada, completamente ensanguentada, descomposta. Abraçaram-se longamente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Eu... eu disse que era real, isso é real, agora você compreende, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Kat&lt;/span&gt;?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Mas.. porquê? Qual é o motivo de tudo isso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Beth&lt;/span&gt;? Porquê &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;conosco&lt;/span&gt;? Porra! Eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;tô&lt;/span&gt; com medo, nós&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HhbbPDejI/AAAAAAAAAMU/yVNlINMSFHs/s1600-h/i_want_it_back_______I_by_mehmeturgut.jpg"&gt;&lt;/a&gt; temos que ir para algum lugar, onde estejamos seguras.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- A partir de agora, nenhum lugar será seguro. Você sabe disso tão bem quanto eu, e não temos como fugir, não temos para onde correr. Nada mais será como antes...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Permaneceram chorando abraçadas no chão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;ensanguentado&lt;/span&gt; daquele banheiro, por incontáveis horas. Quando conseguiram recuperar a calma e o juízo, os primeiros raios de sol invadiam aquele ambiente. Um novo dia estava começando, e a possibilidade de que ele fosse mais sombrio do que o anterior, aterrorizava-as. Mas algo lhes dizia que nada aconteceria enquanto o sol pudesse iluminar-lhes: esses delírios são nocturnos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-2991732418760972090?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/2991732418760972090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=2991732418760972090' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/2991732418760972090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/2991732418760972090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/01/pela-primeira-vez-ela-sentiu-que-sua.html' title='Sangre conosco, Elizabeth.'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R3HYArPDehI/AAAAAAAAAME/jzolIR8tPZw/s72-c/think_about____by_tugceozturk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657841953874807649.post-1427107491357663722</id><published>2008-01-10T08:12:00.000-08:00</published><updated>2008-02-26T19:38:48.712-08:00</updated><title type='text'>Apenas o princípio.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R2GetXeCahI/AAAAAAAAALE/QIKextUzQBM/s1600-h/Denim_Mens_Perspective_3_by_Qubic2007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143566751665121810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" height="219" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R2GetXeCahI/AAAAAAAAALE/QIKextUzQBM/s200/Denim_Mens_Perspective_3_by_Qubic2007.jpg" width="161" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 horas da manhã. A dor de cabeça é enorme, há vestígios de álcool e drogas pelo apartamento (a dor não deixa vestígios, pois se os deixasse, eles também estariam lá), após chorar ininterruptamente, Ela decide se distrair. Anda até o quarto e pega um casaco no armário. Com uma olhada rápida no espelho percebe que sua maquiagem está toda borrada, mas Ela não liga, tem coisas mais importantes para se preocupar. Tranca a porta da sala e sai apressadamente pelo estreito corredor, onde o cheiro de mofo é demasiadamente forte. Desce as escadas cambaleando (está realmente zonza) e alcança a rua. As luzes da cidade são ofuscantes, pessoas caminham num vai-e-vem frenético, e suas vozes misturam-se num burburinho indecifrável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dobra a esquina com a Quinta Avenida e segue por um emaranhado de becos e alamedas. Alguns bêbados vivem por ali tocando jazz, há também algumas de prostitutas agradando-os em troca de alguns dólares, e outros tantos seres noturnos que vagam sem rumo certo, durante a madrugada. Mais adiante há alguns caras realmente perigosos, e Ela deseja, mais do que tudo, ser imperceptível diante dos olhos deles. Já tinham lhe visto outras vezes, e em uma dessas, Ela fora humilhada, torturada das piores formas possíveis. Sentia-se um lixo ao lembrar desse fato, mas estava tão entorpecida que não era capaz de chorar. Se eles a desejassem novamente, poderiam fazer Dela o que quisessem, pois estava dopada demais para se defender. Sentiu-se aliviada ao ver que estavam distraídos "dando conta" de duas prostitutas, e não conseguiriam sequer prestar atenção naquela garota com a maquiagem borrada, os cabelos desalinhados e um sobretudo preto que lhe tapava até as canelas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os músculos de Seu corpo estavam começando a doer, aquela caminhada era um tanto longa e perigosa para uma madrugada de sábado. O caminho, antes escuro, agora começava a ser iluminado pelas luzes de uns ou outros botecos, que atendiam meia dúzia de velhos beberrões. Decidiu parar em um deles, pois sua boca estava seca e necessitava de uma generosa dose de whisky. Revistou os bolsos do seu jeans desbotado e encontrou uma nota de dez dólares (todas as suas calças tinham uma nota dentro, afinal, "uma mulher bem prevenida vale por duas" -era o que sua mãe sempre lhe dizia). Entrou no Lord Sodomy, caminhou vagarosamente, puxou um banco e sentou-se no balcão. Fitou o garçom com seus olhos esbugalhados e temerosos: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;-Uma dose de whisky, por favor. - disse, enquanto observava os contornos bem traçados daquele belo jovem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Aqui está, moça, um whisky com bastante gelo. - ele sorria enquanto falava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado. Sabe, eu havia esquecido de pedir gelo, como você adivinhou? - Ela rompeu-se em risos, e continuou - Mas que bobagem, como se você pudesse ler meus pensamentos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Talvez eu possa... - disse aquele misterioso homem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Seu olhar era provocante, assim como o resto do seu corpo. Aqueles olhos azuis fitavam-na constantemente, o que causou-lhe um certo constrangimento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, - continuou ele - não é bom que uma jovem bonita como você ande sozinha por essas ruas, ainda mais de madrugada. Pode ser perigoso, até mesmo fatal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- E o que fazer quando o perigo é você mesmo? Todos os lugares são fatais, todos... - os olhos Dela perderam-se no vazio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Bom, tomar uma dose de whisky num bar chamado Lord Sodomy, cheio de homens suados e fétidos, não é, de fato, a melhor opção. - ele falava com um sorriso forçado, que, àquela hora da madrugada, era até encantadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lord Sodomy é um nome bastante irônico para um bar só de homens. - disse Ela, antes de tomar um gole daquele whisky vagabundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois riram com uma espontaneidade fascinante, atraindo a atenção dos poucos fregueses que ali restavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aonde você mora? Meu expediente está quase acabando,e bem... eu pensei que poderíamos... -a face dele estava levemente corada agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Duas quadras acima do cruzamento entre a Quinta Avenida e a Far Away, moro no prédio ao lado da Magic Dream, sabe onde fica? - Ela falava rapidamente, quase tropeçando nas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei sim, já morei lá perto. Posso te levar até em casa? - os olhos dele tinham um brilho subliminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu adoraria. - disse Ela, calmamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou o último gole do whisky e levantou-se, mal podia ficar em pé, acabou se escorando no balcão. Eram 4:10, o tempo havia passado tão lentamente... Vinte minutos depois, Ela e o misterioso rapaz estavam à caminho da sua casa. Tentava dizer algo inteligente, mas não conseguia. Talvez aquele momento de silêncio tivesse uma magia especial, que era impossível de ser descrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessaram aqueles becos escuros sem trocar uma palavra. Durante o resto do trajeto, limitaram-se a frases feitas. Parecia que o mundo girava devagar, e, por mais entorpecida que estivesse, Ela sentia que, lá no fundo, havia algo a mais nesse encontro inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não via nada em volta, parecia que a cidade estava deserta. Se não fossem alguns carros que passavam em disparada, ela teria alimentado essa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eles estavam na porta do prédio no qual Ela morava. Seria a despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está entregue, moça. - as palavras dele soavam como melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, é só isso? - a pergunta Dela vinha como uma grande decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, você sabe que não! - ele ria ao pronunciar essas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolveu-a pela cintura e deu-lhe um beijo. Estavam extasiados, envolvidos em uma trama na qual eram protagonistas. Os sons da noite tornaram-se a melodia perfeita para aquela cena. Subiram aquelas escadas pútridas abraçados. Ela abriu a porta, ele levou-a para o quarto. As luzes apagaram-se, então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A claridade invadia o pequeno quarto desarrumado, o barulho que vinha da rua era ensurdecedor. A cabeça Dela estava pesada, pouco lembrava sobre a noite passada, exceto pelo fato de ter acabado seu conturbado namoro, e se drogado para passar a dor. Mas sabia que havia algo a mais... Olhou no relógio, eram exatamente 14:54. Como num flash, ela lembrou da 'caminhada noturna', lembrou-se do bar, do garçom, do whisky barato... Será que havia sido real? Ainda podia sentir o perfume dele. Quase de súbito, levantou-se da cama, tomou um rápido banho, vestiu-se de forma peculiar, passou uma maquiagem forte e saiu de casa. Andou lentamente pelas calçada, agora ela observava as pessoas. (Como eram estranhas de dia! - pensou Ela) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lembrava perfeitamente do caminho que tinha percorrido na madrugada, os becos, os bêbados, as prostitutas, tudo vinha perfeitamente na sua memória. Como num filme do cinema mudo, Seu corpo agora era pura nostalgia. Andou alguns metros esperando avistar uma alma viva naquele local. Aquelas ruas eram mais vazias de dia, e isso era um tanto estranho. Enfim enxergou um homem, que parecia estar lúcido, o que era difícil de se encontrar por ali. Resolveu então pará-lo para perguntar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Com licença, onde fica o Lord Sodomy? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou para ela com uma certa dose de espanto, e respondeu: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Bom, ficava ali. - e apontou para algumas ruínas atrás Dela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Ok, você deve estar brincando comigo. É impossível, eu estive aqui ontem. - disse Ela com uma ponta de sorriso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Olha moça, eu nem sequer lhe conheço, mas impossível seria você ter vindo aqui ontem. Esse lugar pegou fogo há 6 anos, e desde lá nunca foi reaberto. Algumas pessoas, inclusive, têm medo daqui. Ninguém sabe de onde começou o fogo, uns dizem que o garçom tinha pacto com o demônio e acabou rompendo-o, mas eu acho isso uma bobagem. - o homem parecia não dar importância para o que dizia, mas também não parecia estar mentindo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Ga-garçom? E onde ele mora? - o pânico era evidente em Seu rosto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Haha, moça, ele morreu no incêndio, todos morreram naquela noite. Foi um pouco estranho, pois o fogo não atingiu nenhuma casa ao lado, mas o que lhe disserem além disso, acredite, é pura lenda urbana. Se me der licença, estou atrasado. - então o homem foi embora, apressadamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela estava realmente muito assustada, mas tentou deixar o medo de lado e chegar perto daquele local destruído. Caminhou com certa calma, e foi entrando. Conforme andava ali dentro, Sua mente ia formando as imagens vistas na noite anterior, resolveu seguir o "trajeto mental''. Foi até onde localizaria-se o balcão, ali havia um bilhete, e por uma curiosidade mórbida, leu-o. Um pedaço de papel de seda com a seguinte mensagem escrita à Nanquim: &lt;em&gt;"Coisas inacreditáveis acontecem, Elizabeth. Volte mais vezes para tomar uma dose de whisky barato, com muito gelo. Mas tome cuidado, talvez eu possa ler seus pensamentos."&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;O horror tomou conta de Seu corpo e de Seus pensamentos, então Ela correu. Correu sem olhar para trás nem sequer uma vez. Vozes tumultuavam sua cabeça, risos, eram muitos risos. Chegou em casa apavorada, trancou a porta e tentou parar de tremer. Serviu uma generosa dose de absinto e tomou, em um gole só. Mas no fundo Elizabeth sabia que qualquer tentativa para manter a calma seria inútil, pois algo lhe dizia que aquilo não acabaria ali. E estava certa...&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657841953874807649-1427107491357663722?l=deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/feeds/1427107491357663722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1657841953874807649&amp;postID=1427107491357663722' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/1427107491357663722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657841953874807649/posts/default/1427107491357663722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliriosnocturnos-fiction.blogspot.com/2008/01/apenas-o-princpio.html' title='Apenas o princípio.'/><author><name>Francieli Hess</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DTmfKVq5agY/R2GetXeCahI/AAAAAAAAALE/QIKextUzQBM/s72-c/Denim_Mens_Perspective_3_by_Qubic2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
